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Tarifaço: exportações de produtos afetados pelas taxas de Trump caem 22% em agosto
Publicado 12/09/2025 • 18:55 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 12/09/2025 • 18:55 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
As exportações de produtos brasileiros atingidos pelo tarifaço americano recuaram 22,4% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2024. Já os itens fora da lista de sobretaxas caíram 7,1% no mesmo período. Os dados fazem parte do Monitor de Comércio Brasil-EUA, boletim elaborado pela Amcham Brasil com base em informações do MDIC.
O resultado confirma a maior queda mensal de 2025 nas vendas externas para os Estados Unidos, segundo maior parceiro comercial do Brasil.
A Amcham aponta que as sobretaxas impostas pelos EUA têm impacto direto sobre as exportações brasileiras e também afetam as importações. O governo Trump determinou tarifas de até 50% a partir de 6 de agosto, atingindo 35,9% das vendas do Brasil.
Apesar disso, cerca de 700 produtos foram excluídos da medida, entre eles suco de laranja, combustíveis, fertilizantes, aeronaves civis, celulose e metais preciosos. Mesmo nesse grupo, houve queda de 7,1% nas exportações em agosto, explicada principalmente pela menor demanda dos EUA por petróleo e derivados.
Ao contrário da justificativa do governo Trump, os números mostram que os EUA vendem mais do que compram do Brasil. Em agosto, o déficit brasileiro na relação bilateral chegou a US$ 1,2 bilhão, alta de 188% em um ano. De janeiro a agosto, o saldo negativo soma US$ 3,4 bilhões.
Já no cenário global, os EUA acumulam déficit de US$ 809,3 bilhões até julho, um crescimento de 22,4% em relação ao mesmo período de 2024. O Brasil aparece como o quinto país com maior superávit frente aos americanos.
As importações brasileiras vindas dos EUA subiram 4,6% em agosto, mas em ritmo bem menor do que nos meses anteriores — 18,1% em julho e 18,8% em junho. O movimento indica perda de dinamismo nas trocas bilaterais.
“O tarifaço também gera efeito indireto sobre as importações, especialmente em setores integrados à indústria americana, como o carvão mineral para a siderurgia no Brasil. Isso reflete o alto grau de integração e comércio intrafirma entre as duas maiores economias das Américas”, avaliou o presidente da Amcham, Abrão Neto.
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