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Termina sem acordo primeiro dia de negociações entre EUA e Irã; conversas devem continuar no domingo

Publicado 11/04/2026 • 22:54 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Divergências somam 25 pontos entre propostas, incluindo programa nuclear, sanções e controle do Estreito de Ormuz, com exigências americanas rejeitadas por Teerã.
  • EUA iniciam ações unilaterais para reabrir Ormuz, enquanto bloqueio segue parcial e fluxo de petróleo é retomado de forma limitada.
  • taques israelenses no Líbano elevam tensão e levam o Irã a condicionar avanços nas negociações a um cessar-fogo na região.

O primeiro dia de negociações de paz entre Estados Unidos e Irã terminou sem acordo em Islamabad, em meio a uma combinação de impasses diplomáticos, operações militares no Estreito de Ormuz e novos ataques no Líbano. As conversas avançaram pela noite e devem continuar no domingo (12), enquanto divergências estruturais e tensões paralelas seguem pressionando qualquer tentativa de cessar-fogo duradouro.

O encontro marca o desdobramento de uma trégua temporária firmada na última quarta (8) após semanas do conflito iniciado em 28 de fevereiro. A guerra começou com ataques coordenados de Washington e Israel contra o Irã, que respondeu bloqueando o Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás. O impacto foi imediato, com alta nos preços de energia e disrupções nas cadeias globais.

O formato das negociações é indireto, com mediação paquistanesa entre as partes. A delegação americana é liderada pelo vice-presidente J. D. Vance, enquanto o Irã é representado por Mohammad Bagher Qalibaf. O ambiente em Islamabad é de forte segurança, refletindo a sensibilidade do momento.

As delegações chegaram ao Paquistão com propostas divergentes. O plano americano, com 15 pontos, prioriza o controle do programa nuclear iraniano e a reabertura de Ormuz. Já Teerã apresentou uma lista de 10 exigências, incluindo o controle do estreito, cobrança de pedágio e o fim das sanções. Ao todo, são 25 pontos de desacordo logo na largada. Segundo a agência Fars News Agency, as exigências americanas foram consideradas excessivas e rejeitadas.

Paralelamente às conversas, os Estados Unidos iniciaram ações para reabrir o Estreito de Ormuz. Dois navios de guerra americanos atravessaram a rota sem coordenação com Teerã, em uma operação para remoção de minas. No mesmo dia, o presidente Donald Trump afirmou que a desobstrução da passagem está em curso, classificando a iniciativa como “um favor a países de todo o mundo”.

Ainda assim, o bloqueio não foi totalmente revertido. Três petroleiros conseguiram deixar o Golfo Pérsico utilizando uma rota alternativa que contorna áreas sensíveis próximas ao Irã. As embarcações têm capacidade para até 2 milhões de barris cada, indicando uma retomada ainda parcial do fluxo energético global.

O cenário diplomático foi agravado por novos ataques israelenses no sul do Líbano, que deixaram dez mortos, incluindo trabalhadores de emergência. O governo iraniano condiciona avanços nas negociações à implementação de um cessar-fogo no território libanês. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que os ataques tornam as tratativas “sem sentido”.

Diante desse contexto, o cessar-fogo de duas semanas segue fragilizado. As divergências entre as partes, somadas às operações militares em curso e às tensões regionais, mantêm o impasse. As negociações devem prosseguir, mas sem sinal claro de convergência no curto prazo.

Em uma publicação nas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, criticou a mídia americana. “Enquanto autoridades americanas acusam o Irã de falta de boa-fé e de praticar extorsão, elementos dentro da esfera política dos EUA recomendam abertamente o assassinato de negociadores iranianos, caso as negociações fracassem”, afirmou.

Na publicação, Baghaei faz referência a um artigo de opinião publicado pelo The Washington Post, no qual o autor afirma que os líderes do Irã “precisam entender que suas vidas dependem literalmente de se chegar a um acordo que agrade a Trump”.

“Isso não seria, na prática, uma estratégia política”, questiona Baghaei.

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