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Terras raras: Brasil chega ao G7 para articulações voltadas para alternativa ao domínio chinês

Publicado 14/06/2026 • 19:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Como país convidado, o Brasil pretende apresentar-se como alternativa ao domínio chinês no mercado de minerais críticos, buscando atrair investimentos e tecnologia para o setor.
  • O governo quer ampliar a produção e o processamento nacional de terras raras, nióbio e grafeno, insumos essenciais para indústrias ligadas à energia limpa, defesa e inteligência artificial.
  • Além da pauta econômica, o Brasil pretende aproveitar o encontro para discutir barreiras comerciais com parceiros europeus e acompanhar debates sobre inflação, juros, conflitos geopolíticos e seus impactos sobre energia e commodities.
Elementos químicos

Foto: Freepik

Terras raras: veja onde esses elementos estão no seu dia a dia

A reunião do G7 começa na segunda-feira (15) já envolta por tumulto e indefinições. Durante a tarde deste domingo (14), manifestantes entraram em conflito com a polícia em Genebra (Bélgica) durante protestos contra o evento, enquanto líderes mundiais atravessavam para o outro lado do Lago Léman , em Evian les Bains. 

Da parte do Brasil, que vai participar na condição de país convidado, o encontro será marcado pela busca de investimentos para o setor de minerais estratégicos e por articulações diplomáticas voltadas à agenda comercial. Em sua segunda viagem internacional à frente da equipe econômica, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, deve apresentar o país como uma alternativa ao domínio chinês no mercado global de minerais críticos. A estratégia do governo é atrair capital estrangeiro e novas tecnologias para ampliar a produção e o processamento desses recursos em território nacional.

Entre os minerais considerados prioritários estão as terras raras, o nióbio e o grafeno. São insumos fundamentais para setores de alta tecnologia, como a fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas, semicondutores, equipamentos de defesa e sistemas de inteligência artificial. Atualmente, a China concentra a maior parte da capacidade mundial de produção e processamento desses materiais.

A estratégia brasileira, porém, vai além da exportação de minério. O governo pretende defender um modelo que combine atração de capital estrangeiro com expansão da indústria nacional. A intenção é que etapas de beneficiamento, refino e transformação industrial sejam realizadas no Brasil, criando empregos e aumentando o valor agregado da produção.

Durante a agenda internacional, Durigan também vai participar de encontros sobre energia e inteligência artificial, além de reuniões reservadas com autoridades e representantes do setor privado na França.

Cautela dos BC´s diante da tensão global

As discussões do G7 ocorrem em um momento de atenção dos mercados à economia mundial. Investidores acompanham os sinais das principais potências sobre inflação, juros e crescimento econômico, em meio a um cenário ainda marcado por incertezas.

A expectativa predominante é de manutenção de uma postura cautelosa por parte dos grandes bancos centrais. Autoridades monetárias seguem avaliando a evolução dos preços, sobretudo no setor de serviços, antes de considerar mudanças mais significativas em suas políticas.

O ambiente geopolítico também influencia as conversas. Os desdobramentos das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, assim como as negociações entre Estados Unidos e Irã, continuam sendo fatores relevantes para os mercados de energia e para o comportamento das commodities.

Além da pauta econômica, a reunião oferece uma oportunidade para articulações diplomáticas. O Brasil pretende intensificar conversas com governos europeus na tentativa de construir apoio contra possíveis barreiras comerciais dos Estados Unidos a produtos brasileiros, como a carne.

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