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Tráfego de petroleiros em Ormuz despenca após escalada de tensões entre EUA e Irã

Publicado 09/07/2026 • 20:02 | Atualizado há 21 minutos

KEY POINTS

  • Lloyd’s List Intelligence afirmou que o tráfego rastreável pelo Estreito de Ormuz caiu drasticamente após a nova escalada entre EUA e Irã.
  • O fluxo pela rota omanita coordenada pelos Estados Unidos ficou praticamente paralisado, segundo a empresa de dados marítimos.
  • A queda no tráfego aumenta a preocupação com riscos ao transporte de petróleo em uma das rotas mais importantes do mercado global de energia.

O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz ficou quase paralisado após a nova escalada militar entre Estados Unidos e Irã, segundo a Lloyd’s List Intelligence, empresa britânica de dados marítimos.

Em publicação no X, a consultoria afirmou que o fluxo pelo estreito “caiu drasticamente” depois do aumento das tensões. A empresa disse ainda que o trânsito de embarcações rastreáveis pela rota omanita coordenada pelos Estados Unidos ficou “praticamente paralisado”.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das passagens mais sensíveis para o transporte global de petróleo. Segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), cerca de 20 milhões de barris por dia passaram pela rota em 2024, o equivalente a cerca de 20% do consumo global de líquidos de petróleo.

Fonte: Lloyd’s List Intelligence

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Fluxo rastreável despenca

No início desta quinta-feira (9), apenas dois navios-tanque haviam sido registrados cruzando o estreito: o superpetroleiro iraniano Berg 1 e o navio químico Well Sail.

Parte da queda no tráfego rastreável também pode refletir o desligamento de sistemas de identificação automática, conhecidos como AIS. Em áreas de risco, navios podem desligar os transponders para reduzir exposição, o que dificulta o monitoramento em tempo real, mas também aumenta a incerteza sobre o volume efetivo de embarcações em circulação.

A redução do fluxo ocorre em meio à retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã. A escalada ameaça uma trégua frágil e reacende o risco de interrupções em uma das rotas mais importantes para exportadores do Golfo.

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