Trump anuncia tarifas recíprocas: Brasil será afetado com 10%
Publicado 02/04/2025 • 17:24 | Atualizado há 21 horas
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Publicado 02/04/2025 • 17:24 | Atualizado há 21 horas
KEY POINTS
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou novas tarifas em um evento no Rose Garden da Casa Branca que começou às 17h (horário de Brasília). A medida inclui a imposição de uma tarifa de 10% sobre produtos brasileiros, alinhando-se ao plano de Trump de proteger a economia dos EUA e de colocar o país “em primeiro lugar”.
A Casa Branca está chamando o lançamento dessas tarifas de “Make America Wealthy Again” (“Faça a América Rica Novamente”). Essas tarifas seguem as já anunciadas por Trump, que afetaram países como China, Canadá e México, além de setores específicos, como a aplicação de uma tarifa de 25% sobre as importações de automóveis.
Em seu discurso, Trump descreveu as tarifas como uma “declaração de independência econômica” para os Estados Unidos. Ele destacou a natureza recíproca das tarifas, dizendo: “Recíproco. Isso significa que eles fazem isso conosco, e nós fazemos isso com eles. Muito simples. Não pode ser mais simples do que isso.”
O presidente dos EUA também anunciou que assinará uma “ordem executiva histórica” para implementar essas novas tarifas, sinalizando uma mudança na abordagem dos Estados Unidos em relação às relações comerciais internacionais. “Este é um dos dias mais importantes, na minha opinião, na história dos Estados Unidos”, disse.
“Culpo os outros presidentes americanos por não terem colocado tarifas recíprocas. Começa agora a era de ouro dos EUA”, declarou ele.
O presidente Donald Trump anunciou que, a partir de amanhã (3), os Estados Unidos começarão a implementar tarifas recíprocas a todos os países, com o objetivo de reforçar a competitividade econômica americana. A medida inclui a imposição de uma tarifa de 10% sobre produtos brasileiros, alinhando-se ao plano de Trump de proteger a economia dos EUA e de colocar o país “em primeiro lugar”.
Trump ainda anunciou tarifas de 30% para as importações da África do Sul, 46% para o Vietnã e 49% para o Camboja. O Reino Unido enfrentará uma tarifa de 10%, enquanto a China verá uma de 34%, e a União Europeia será alvo de uma de 20%. Além disso, o Japão foi citado como um país com o qual Trump considera difícil negociar. “O Japão tem ótimas pessoas, mas tarifas para eles é de 24%”, declarou.
Trump, ao se referir à relação com a China, demonstrou respeito por Xi Jinping e pelo país, mas afirmou que a China estava se aproveitando dos Estados Unidos. O presidente também criticou a gestão de Joe Biden, dizendo que o atual governo não fez nada em relação às práticas comerciais da China.
Segundo Trump, as tarifas não serão totalmente recíprocas, mas serão duras para alguns países, como parte de uma estratégia para proteger os interesses econômicos americanos e promover um comércio mais justo no cenário global.
Em seu caminhão carregado com veículos Toyota, Raúl Hernández faz fila ao amanhecer para cruzar a fronteira entre México e Estados Unidos, preocupado com as tarifas que o presidente americano, Donald Trump, anunciará.
Se Trump seguir adiante com seu plano de impor esses impostos aduaneiros e obrigar as empresas a transferirem sua produção para os Estados Unidos, muitos trabalhadores no México sofrerão, diz ele.
“Vai deixar muita gente sem trabalho aqui”, afirma este motorista de 37 anos à AFP, enquanto espera na fila para entrar na vizinha San Diego, a partir de Tijuana.
As fábricas operadas por empresas estrangeiras são vitais para a economia de cidades fronteiriças como Tijuana e para seus milhares de trabalhadores, ressalta Hernández.
Muitos empregos dependem das exportações para os Estados Unidos. “Se as fábricas pararem por causa das tarifas, isso prejudica o México, prejudica os cidadãos mexicanos.”
Atrás dele, na fila de caminhões, Omar Zepeda também transporta picapes Toyota Tacoma de uma fábrica próxima da montadora japonesa.
Assim como Hernández, Zepeda está apreensivo com o impacto das tarifas.
“O trabalho vai cair bastante para nós, porque o produto vai ficar mais caro e haverá menos compras”, prevê este motorista de 40 anos.
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