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Trump envia armada dos EUA em direção ao Irã “por precaução”

Publicado 23/01/2026 • 18:16 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Trump afirmou que enviou uma “armada” de navios dos EUA em direção ao Irã “por precaução”, reforçando o alerta contra a retomada do programa nuclear iraniano e contra a repressão a protestos no país.
  • Mesmo após reduzir o tom publicamente, os Estados Unidos mantiveram o deslocamento de ativos militares para a região, ampliando a capacidade de resposta e de defesa de aliados como Israel.
  • A movimentação elevou a tensão no Oriente Médio e impulsionou os preços do petróleo, diante do temor de que um novo conflito possa afetar a oferta global de energia.
Trump em um palco repleto de bandeiras dos Estados Unidos e apontando para frente

Casa Branca

Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22) que determinou o envio de uma “armada” de forças navais americanas em direção ao Irã, “por precaução”, diante da possibilidade de uma escalada de tensão com Teerã.

Em declaração a jornalistas a bordo do Air Force One, Trump voltou a advertir o governo iraniano contra a retomada do programa nuclear e contra a execução de pessoas presas durante os recentes protestos contra o regime. “Temos muitos navios indo para aquela região, só por garantia… Eu preferia que nada acontecesse, mas estamos de olho neles”, disse o presidente, ao retornar da conferência de Davos, na Suíça.

As declarações ocorrem após um período de forte elevação das tensões no Oriente Médio no início do mês, quando Trump sugeriu publicamente que poderia intervir no Irã e publicou em uma rede social a mensagem “HELP IS ON ITS WAY”, enquanto autoridades iranianas promoviam uma repressão violenta aos maiores protestos em anos contra o regime.

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O tom do presidente, no entanto, foi suavizado depois de intensas articulações diplomáticas de autoridades árabes e israelenses, que alertaram para o risco de um conflito regional mais amplo e para a possibilidade de que um ataque fortalecesse o apoio interno ao governo iraniano. Ainda assim, os Estados Unidos mantiveram o deslocamento de ativos militares para a região. O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln deixou o Mar do Sul da China e seguiu para o Oceano Índico.

O reforço da presença naval amplia a capacidade americana tanto para uma eventual ofensiva quanto para a defesa de Israel e de bases militares na região, em caso de retaliação iraniana, cenário semelhante ao ocorrido durante a guerra de 12 dias entre Israel e Irã no ano passado.

Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã está disposta a negociar com Washington sobre o programa nuclear, desde que as conversas sejam “justas e equilibradas”. Ele também ressaltou que o país não aceita pré-condições, como abrir mão do direito de enriquecer urânio, e alertou que o Irã está preparado para a guerra caso seja atacado pelos Estados Unidos ou por Israel.

Segundo Araghchi, um canal de comunicação com o enviado americano Steve Witkoff permaneceu aberto durante os protestos recentes. As conversas indiretas entre os dois países haviam sido interrompidas após o conflito de 12 dias no ano passado.

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Nesta quinta-feira, Trump voltou a afirmar que o programa nuclear iraniano foi “aniquilado” pelos bombardeios americanos em junho e disse que Teerã demonstrou interesse em negociar. “Vamos conversar”, afirmou.

O aumento das tensões teve reflexo no mercado de energia. O petróleo Brent para entrega em março subiu 0,7% no início da sexta-feira (23), diante do receio de que uma nova escalada militar possa afetar a oferta global, já que o Irã é um dos maiores produtores do mundo.

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