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Trump faz novo alerta após Irã cortar internet em meio a protestos pelo país; entenda

Publicado 10/01/2026 • 08:28 | Atualizado há 7 horas

KEY POINTS

  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a advertir os líderes do Irã na sexta-feira (9), em meio à circulação de vídeos que mostram protestos contra o governo em várias regiões do país.
  • Entidades de defesa dos direitos humanos registraram dezenas de mortes de manifestantes ao longo de quase duas semanas de protestos.
  • Enquanto a televisão estatal do Irã exibia cenas de confrontos e incêndios, a agência semi-oficial Tasnim noticiou que vários policiais morreram durante a madrugada.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a advertir os líderes do Irã na sexta-feira (9), em meio à circulação de vídeos que mostram protestos contra o governo em várias regiões do país e ao bloqueio da internet pelas autoridades para conter a escalada da insatisfação popular.

Entidades de defesa dos direitos humanos registraram dezenas de mortes de manifestantes ao longo de quase duas semanas de protestos. Enquanto a televisão estatal do Irã exibia cenas de confrontos e incêndios, a agência semi-oficial Tasnim noticiou que vários policiais morreram durante a madrugada.

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Trump, que bombardeou o Irã no verão passado e já havia advertido Teerã na semana anterior sobre a possibilidade de apoio dos Estados Unidos aos manifestantes, reforçou o tom nesta sexta-feira. “É melhor vocês não começarem a atirar, porque nós também vamos começar a atirar”, afirmou.

O presidente acrescentou que espera que os manifestantes permaneçam em segurança. “É um lugar muito perigoso neste momento”, disse.

Apesar do discurso duro, Trump afirmou na quinta-feira que não pretende se reunir, por ora, com Reza Pahlavi, príncipe herdeiro que vive nos Estados Unidos e filho do último xá do Irã. A declaração foi vista como um indicativo de que o presidente prefere observar a evolução da crise antes de endossar um nome da oposição.

Em pronunciamento transmitido pela televisão, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que não irá recuar. Ele acusou os manifestantes de atuarem a serviço de grupos oposicionistas no exterior e dos Estados Unidos. Um promotor público chegou a ameaçar os envolvidos com penas de morte.

O Ministério da Informação e da Tecnologia da Comunicação do Irã informou que a suspensão da internet foi determinada “pelas autoridades de segurança competentes, diante das circunstâncias atuais do país”.

Dezenas de mortos em duas semanas de protestos

As manifestações representam o maior desafio interno em pelo menos três anos ao regime clerical iraniano, que demonstra maior fragilidade em comparação com episódios anteriores de instabilidade. O cenário é agravado pela crise econômica e pelas consequências da guerra do ano passado contra Israel e os Estados Unidos.

Embora os protestos tenham começado com foco em questões econômicas — em um contexto em que o rial perdeu metade de seu valor frente ao dólar no ano passado e a inflação superou 40% em dezembro —, os atos passaram a incluir palavras de ordem direcionadas diretamente às autoridades.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou na sexta-feira que considera “muito baixa” a possibilidade de uma intervenção militar estrangeira. Segundo ele, o chanceler de Omã, país que costuma atuar como mediador entre o Irã e o Ocidente, visitaria Teerã no sábado.

O Irã já enfrentou outros episódios relevantes de instabilidade, como os protestos estudantis de 1999, as manifestações após a eleição contestada de 2009, os atos contra as dificuldades econômicas em 2019 e os protestos conhecidos como “Mulher, Vida, Liberdade”, em 2022.

As mobilizações de 2022 tiveram início após a morte de uma jovem sob custódia da polícia da moral islâmica e levaram às ruas homens e mulheres de diferentes idades e classes sociais. Embora tenham sido reprimidas, com centenas de mortos e milhares de presos, as autoridades cederam em alguns pontos, e atualmente mulheres desrespeitam com frequência os códigos de vestimenta em espaços públicos.

(Com informações da Reuters, via CNBC)

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