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Venezuela após queda de Maduro: Machado elogia Trump, mas risco político trava mercados

Publicado 06/01/2026 • 07:23 | Atualizado há 3 dias

KEY POINTS

  • Risco político elevado mantém investidores cautelosos apesar da queda de Maduro.
  • Setor de petróleo segue no centro da disputa geopolítica e do interesse dos EUA.
  • Incerteza institucional limita entrada imediata de capital estrangeiro.

AFP/Odd Andersen

A líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado afirmou que pretende retornar à Venezuela “o mais rápido possível”, após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, e declarou que seu movimento está pronto para vencer uma eleição livre, um cenário que, por ora, não altera a leitura de risco dos mercados.

Machado, de 58 anos, elogiou publicamente o presidente dos EUA, Donald Trump, a quem atribuiu a queda de seu principal adversário político, Nicolás Maduro. Segundo ela, a transição democrática poderia destravar investimentos, reabrir mercados e reposicionar a Venezuela como polo energético das Américas.

Ainda assim, analistas e investidores seguem cautelosos, diante da ausência de um cronograma eleitoral claro, da manutenção do poder por aliados do chavismo e do risco de instabilidade institucional prolongada.

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Mercados atentos: petróleo, sanções e transição política seguem no radar

Apesar do discurso pró-mercado, Machado reconheceu que não mantém contato com Trump desde outubro, quando recebeu o Prêmio Nobel da Paz. O presidente americano, por sua vez, afirmou que não há condições imediatas para eleições, defendendo que o país precisa ser “reconstruído” antes de qualquer votação.

Nos bastidores, a avaliação do CIA tem pesado sobre a estratégia de Washington: fontes indicam que a agência vê Delcy Rodríguez, aliada histórica de Maduro,como uma opção mais estável no curto prazo, ainda que pouco confiável do ponto de vista institucional.

Machado criticou duramente Rodríguez, classificando-a como inaceitável para investidores internacionais, ao citar corrupção, vínculos com regimes adversários dos EUA e rejeição popular. Para o mercado, o ponto central permanece: sem garantias jurídicas, segurança institucional e clareza regulatória, o capital não entra.

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Energia no centro da equação

A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, cerca de 303 bilhões de barris, mas sua produção caiu para 1,1 milhão de barris/dia, reflexo de má gestão, subinvestimento e sanções internacionais. Trump afirmou que os EUA pretendem revitalizar o setor com empresas privadas, mas não detalhou como será o arcabouço legal.

Enquanto isso, prisões de colaboradores do antigo regime, detenções de jornalistas e sinais de tensão em Caracas reforçam a percepção de risco elevado, fator que mantém prêmios de risco altos e decisões de investimento em compasso de espera.

(com informações da Reuters)

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