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Xi Jinping defende solução política para conflitos no Oriente Médio em encontro com rei da Jordânia

Publicado 24/08/2026 • 16:11 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Xi Jinping e Abdullah II reforçam parceria estratégica entre China e Jordânia.
  • China defende cessar-fogo e solução de dois Estados para a questão palestina.
  • Países ampliam cooperação em comércio, infraestrutura, mineração e atuação na ONU.

AFP

O presidente da China, Xi Jinping, se reuniu nesta segunda-feira (24), em Pequim, com o rei da Jordânia, Abdullah II, durante a visita oficial do monarca ao país. No encontro, Xi defendeu o fortalecimento da cooperação entre as duas nações e destacou o papel que atribui à Jordânia no Oriente Médio.

Segundo o presidente chinês, a Jordânia exerce uma função “única e importante” na região. Xi afirmou ainda que a China apoia firmemente a soberania, a segurança e os interesses jordanianos e manifestou disposição para ampliar os intercâmbios entre os dois países em diferentes níveis, incluindo governos, partidos políticos, órgãos legislativos e governos locais. A proposta também prevê a troca de experiências na área de governança.

Ao tratar da situação no Oriente Médio, Xi defendeu uma saída política e diplomática para os conflitos, com um cessar-fogo integral e a resolução das disputas por meios políticos e diplomáticos. Para o presidente chinês, a soberania e a segurança dos países da região devem ser respeitadas.

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Xi afirmou que a questão palestina está no centro dos conflitos no Oriente Médio e apresentou quatro princípios para avançar em sua resolução. Entre eles estão a defesa da solução de dois Estados, a retomada das negociações de paz e o estabelecimento de um Estado palestino; o avanço da governança da Cisjordânia e da reconstrução de Gaza após a guerra; o enfrentamento das consequências imediatas e das causas profundas da questão palestina; e a adoção de medidas práticas para alcançar uma solução rápida, abrangente, justa e duradoura.

Na área econômica, Xi classificou a cooperação entre China e Jordânia como mutuamente benéfica e defendeu maior alinhamento entre as estratégias de desenvolvimento dos dois países. O presidente chinês propôs o aprofundamento das parcerias em setores como comércio, construção de infraestrutura, transporte e mineração, além da expansão da cooperação para novas áreas.

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A atuação conjunta também esteve entre os temas do encontro. Xi afirmou que Pequim está disposta a trabalhar com a Jordânia na implementação das quatro iniciativas globais defendidas pela China e defendeu maior coordenação entre os dois países em instituições multilaterais, como a Organização das Nações Unidas. Segundo ele, a cooperação deve contribuir para proteger o sistema internacional centrado na ONU e a ordem internacional baseada no Direito Internacional.

Abdullah II, por sua vez, afirmou valorizar a postura chinesa diante das questões do Oriente Médio, que classificou como imparcial e constante. O rei também elogiou o apoio da China à causa dos países árabes e disse que a Jordânia pretende manter uma comunicação fluida com Pequim.

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O monarca afirmou ainda que seu país continuará a atuar para reduzir as tensões na situação atual e contribuir para que os povos do Oriente Médio tenham paz e prosperidade.

Ao falar da relação bilateral, Abdullah descreveu a China como um grande país que alcançou expressivo desenvolvimento sob a liderança de Xi Jinping, algo que considerou admirável. Segundo o rei, Jordânia e China estabeleceram uma aliança estratégica baseada no respeito mútuo. A Jordânia também declarou aderir ao princípio de “uma só China” e afirmou considerar Taiwan parte integrante do território chinês.

Abdullah destacou, por fim, o aumento do número de empresas chinesas que investem na Jordânia e afirmou esperar que a China desempenhe um papel mais importante na liderança mundial.

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