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Zelensky busca apoio saudita enquanto EUA avaliam redirecionar ajuda da Ucrânia para o Oriente Médio
Publicado 27/03/2026 • 06:33 | Atualizado há 3 meses
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KEY POINTS
UKR - Foto: EFREM LUKATSKY/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, iniciou nesta quinta-feira uma visita surpresa à Arábia Saudita, em meio a relatos de que os Estados Unidos consideram deslocar parte dos recursos militares destinados a Kyiv para o Oriente Médio, diante da escalada das tensões com o Irã.
Em Jeddah, Zelensky se reuniu com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman para discutir tanto a guerra na Ucrânia quanto os riscos crescentes na região. O líder ucraniano afirmou esperar “reuniões importantes” durante a viagem e ofereceu experiência em defesa aérea e tecnologia de drones a países do Golfo que enfrentam ataques iranianos.
Mais de 200 especialistas ucranianos já foram enviados para auxiliar governos locais a interceptar ofensivas que têm atingido infraestrutura energética. Kyiv busca apoio dos países árabes em sua guerra contra a Rússia, agora no quinto ano, em um momento em que a ajuda militar ocidental enfrenta incertezas.
O uso dos drones iranianos Shahed-136, também empregados por Moscou na invasão da Ucrânia, reforça a conexão entre os conflitos. Kyiv tem obtido algum sucesso ao derrubar drones com canhões de caça e desenvolveu interceptores mais baratos e produzidos em escala.
Em discurso ao Parlamento britânico em março, Zelensky destacou que sistemas de defesa semelhantes ao da Ucrânia poderiam proteger rotas comerciais e infraestrutura crítica no Oriente Médio.
Segundo o Washington Post, o Pentágono avalia redirecionar equipamentos e armas originalmente destinados à Ucrânia para o Oriente Médio, já que o conflito com o Irã pressiona os estoques de munições dos EUA.
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Siga o Times | CNBCO Wall Street Journal informou que a administração Trump considera enviar mais 10 mil soldados à região, além dos cerca de 5 mil fuzileiros navais e milhares de paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada já mobilizados.
O aumento da presença militar americana alimenta preocupações sobre uma ofensiva terrestre contra o Irã, embora Washington e Teerã emitam sinais contraditórios sobre possíveis negociações de paz. “O presidente Trump sempre tem todas as opções militares à disposição”, disse a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, à CNBC.
Enquanto isso, Kyiv enfrenta novas ofensivas russas e dificuldades para garantir reposição de interceptores de mísseis fabricados nos EUA. Um pacote de empréstimos da União Europeia, de €90 bilhões (US$ 104 bilhões), também foi bloqueado pelo veto da Hungria.
Analistas militares avaliam que o envio adicional de tropas sugere operações pontuais e de alto risco, não uma campanha terrestre prolongada. O ex-secretário assistente de Estado Mark Kimmitt disse à CNBC que uma invasão direta exigiria divisões inteiras, algo fora dos planos atuais e improvável de ser aceito pela opinião pública americana.
Entre os cenários considerados mais plausíveis estão missões específicas, como a tomada da Ilha Kharg — centro das exportações de petróleo iraniano — ou o controle do Estreito de Hormuz por fuzileiros navais.
O coronel aposentado Daniel Davis estimou que apenas 4 a 5 mil soldados de combate foram mobilizados até agora. “Não há evidências de que uma força de grande escala esteja sequer sendo considerada”, afirmou.
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