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Inverno Cripto? Ciclo histórico do bitcoin pode estar chegando ao fim
Publicado 08/08/2025 • 12:39 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 08/08/2025 • 12:39 | Atualizado há 7 meses
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O “ciclo” histórico do bitcoin mostra sinais de ruptura, à medida que o perfil dos investidores muda e regulações mais favoráveis remodelam a dinâmica do mercado.
Se esse padrão, até então previsível, for rompido, as implicações serão significativas para a forma como os investidores avaliam a movimentação do preço da criptomoeda e o momento potencial de investir.
“Não está oficialmente acabado até vermos retornos positivos em 2026. Mas acho que veremos, então vamos dizer o seguinte: acredito que o ciclo de quatro anos acabou”, disse Matthew Hougan, diretor de investimentos da Bitwise Asset Management, à CNBC.
O ciclo do bitcoin refere-se a um padrão de movimento de preço de quatro anos que gira em torno de um evento-chave conhecido como halving, uma redução nas recompensas de mineração prevista no código da criptomoeda.
O halving ocorre aproximadamente a cada quatro anos — o último foi em abril de 2024 e o anterior, em maio de 2020.
Quando o evento acontece, as recompensas em bitcoin dadas aos chamados “mineradores” — responsáveis por manter o funcionamento da rede — são cortadas pela metade. Isso reduz a oferta da criptomoeda no mercado. Ao todo, existirão no máximo 21 milhões de bitcoins.
Historicamente, o preço sobe nos meses após o halving até atingir uma nova máxima histórica. Depois, recua cerca de 70% a 80% do pico, dando início ao chamado “inverno cripto” — período prolongado de preços deprimidos para ativos digitais.
O preço de outras criptomoedas também cai drasticamente nesse intervalo. Em seguida, o bitcoin negocia dentro de uma faixa por algum tempo e, à medida que o próximo halving se aproxima, tende a se valorizar novamente, reiniciando o ciclo.
No último halving, houve um comportamento inédito: o bitcoin atingiu uma nova máxima histórica acima de US$ 73 mil em março de 2024, cerca de um mês antes do evento, contrariando o padrão de picos apenas após o corte de recompensas.
“Em todos os ciclos anteriores, as novas máximas históricas surgiam 12 a 18 meses após o halving”, disse Saksham Diwan, analista de pesquisa da CoinDesk Data, à CNBC.
O principal fator foi a aprovação, nos EUA, dos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin, que começaram a ser negociados em janeiro de 2024. Esses fundos acompanham o preço do ativo sem que o investidor precise comprá-lo diretamente.
As fortes entradas de capital nesses ETFs e a expectativa de atrair mais investidores institucionais — antes reticentes ao mercado cripto — ajudaram a impulsionar os preços.
“Desta vez, a demanda por ETFs à vista basicamente antecipou a típica descoberta de preço pós-halving. Essa foi, de fato, a primeira indicação clara de que os fluxos institucionais poderiam alterar a dinâmica tradicional do ciclo”, afirmou Diwan.
Os ETFs foram o primeiro fator relevante a romper o ritmo quadrienal do bitcoin. Eles atraíram investidores com grande capacidade financeira, interessados em manter o ativo no longo prazo.
Mas outros elementos também contribuíram para a mudança.
Hougan, da Bitwise Asset Management, destaca os “colapsos cripto” que frequentemente antecediam as chamadas crypto winters. Entre eles, o colapso das ofertas iniciais de moedas (ICOs) em 2018 e a falência da exchange FTX em 2022.
Enquanto isso, o ambiente macroeconômico e a regulação estão se tornando mais favoráveis.
“As taxas de juros têm mais chance de cair do que subir no próximo ano, e o fato de que reguladores e legisladores agora estão dispostos a se engajar com o cripto, em vez de rejeitá-lo, reduz drasticamente o risco de novos colapsos”, disse Hougan.
Gary Gensler, ex-chefe da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), havia endurecido a fiscalização no setor e aberto vários processos contra empresas de cripto. A indústria alegava estar sendo alvo de perseguição injusta. Sob a atual administração do presidente dos EUA, Donald Trump, a SEC abandonou alguns desses processos. Washington também busca introduzir novas leis para o setor e chegou a criar uma reserva estratégica de bitcoin.
Enquanto isso, empresas públicas estão acumulando criptomoedas, especialmente bitcoin, como parte de novas estratégias.
“Com a maturidade crescente do mercado, a acumulação de investidores de longo prazo em níveis recordes e a volatilidade reduzida, o ritmo tradicional de quatro anos está sendo substituído por um comportamento mais sensível à liquidez e ao macroambiente”, disse Ryan Chow, cofundador do Solv Protocol, à CNBC.
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Historicamente, a maior valorização do bitcoin ocorre entre os dias 500 e 720 após o halving, segundo Diwan. O ativo atingiu seu pico dentro dessa janela nos ciclos de 2016 e 2020.
“Se esse padrão se repetir, devemos observar uma possível aceleração entre o terceiro trimestre de 2025 e o início do primeiro trimestre de 2026”, disse Diwan, destacando que os preços têm se mantido mais contidos do que nos ciclos anteriores.
Hougan considera que o ciclo de quatro anos acabou, mas avalia que é necessário um bom desempenho em 2026 para confirmar o fim definitivo.
“Não acho que a volatilidade tenha desaparecido, mas acredito que as forças que historicamente criaram o ciclo de quatro anos estão mais fracas do que no passado e que existem outras forças muito fortes atuando em um cronograma diferente, capazes de se sobrepor à nossa tendência histórica”, disse Hougan por e-mail.
Uma característica marcante dos ciclos anteriores era a queda de cerca de 70% a 80% no preço do bitcoin após as máximas históricas. Especialistas do setor disseram à CNBC que esse movimento não deve mais se repetir, devido aos fatores que indicam uma mudança no ciclo.
“Acreditamos que a era das quedas brutais de 70% a 80% ficou para trás”, disse Chow, do Solv Protocol. Ele observou que a maior correção neste ciclo foi de cerca de 26%, pelo fechamento, contra cerca de 84% após o pico de 2017 e 77% depois do recorde de 2021.
Segundo Chow, a presença de detentores de longo prazo e os fluxos institucionais constantes têm amortecido as quedas. Ele acrescenta que correções entre 30% e 50% ainda podem ocorrer diante de choques macroeconômicos ou surpresas regulatórias, mas tendem a ser mais curtas e menos violentas.
Hougan também vê espaço para quedas entre 30% e 50%, mas aposta que retrações de 70% ficaram no passado.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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