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Preços ao produtor na China caem mais do que o esperado em julho; deflação persiste na indústria local
Publicado 09/08/2025 • 16:42 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 09/08/2025 • 16:42 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Trabalhadores fazendo Ursinhos Carinhosos em uma fábrica em Ankang, China.
CNBC
Os preços ao produtor na China caíram mais do que o esperado em julho, enquanto os preços ao consumidor permaneceram estáveis, devido ao impacto da demanda interna fraca e à persistente incerteza comercial, que afeta o sentimento de consumidores e empresas.
Os preços na porta da fábrica caem há mais de dois anos, e os dados divulgados neste sábado (9) indicam que os esforços iniciais para enfrentar a concorrência de preços ainda não apresentaram resultados significativos.
Pressões deflacionárias levaram as autoridades chinesas a tratar do excesso de capacidade em setores-chave.
No entanto, a última rodada de reestruturação industrial parece uma versão reduzida das amplas reformas do lado da oferta lançadas há uma década, que foram fundamentais para acabar com a espiral deflacionária.
O índice de preços ao produtor (PPI) caiu 3,6% em termos anuais em julho, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) divulgados no sábado, ficando abaixo da previsão dos economistas de queda de 3,3% e igualando à mínima em quase dois anos registrada em junho.
Condições climáticas extremas e incertezas no comércio global contribuíram para a queda de preços em alguns setores, disse Dong Lijuan, estatística-chefe do NBS, em comunicado.
Na comparação mensal, porém, o índice de preços ao produtor encolheu 0,2%, melhorando em relação à queda de 0,4% em junho.
Apesar dos números principais, alguns analistas veem sinais de alívio nas pressões deflacionárias. Xing Zhaopeng, estrategista sênior para a China no ANZ, destacou melhorias no índice de preços ao produtor mensal e no índice de preços ao consumidor núcleo anual.
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Ele espera que as atuais medidas de política “anti-involução” — destinadas a conter a competição desordenada em setores como o automotivo — comecem a elevar o PPI anual a partir de agosto.
Ainda assim, outros analistas permanecem cautelosos, observando que, sem estímulos do lado da demanda ou reformas para melhorar o bem-estar da população, as medidas podem ter impacto limitado na demanda final.
Uma prolongada desaceleração do mercado imobiliário e relações comerciais frágeis com os EUA continuam a pesar sobre os gastos dos consumidores e a atividade fabril.
O índice de preços ao consumidor (IPC) da China ficou estável em julho na comparação anual, contra alta de 0,1% em junho, mostraram dados do NBS, superando a previsão de queda de 0,1% de uma pesquisa da Reuters.
A inflação subjacente, que exclui os preços voláteis de alimentos e combustíveis, foi de 0,8% em julho na comparação anual, o maior valor em 17 meses. Os preços dos alimentos caíram 1,6%, após recuo de 0,3% em junho.
O clima extremo agravou a pressão econômica, com calor intenso afetando grande parte da costa leste da China no mês passado e chuvas mais fortes que o usual atingindo o país, enquanto a maioria do leste asiático ficou estagnada no norte e no sul.
Na base mensal, o IPC subiu 0,4%, contra queda de 0,1% em junho e acima das previsões de alta de 0,3%.
“No entanto, ainda não está claro se este é o fim da deflação na China”, disse Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management.
“O setor imobiliário ainda não se estabilizou. A economia ainda é mais sustentada pela demanda externa do que pelo consumo interno. O mercado de trabalho permanece fraco”, afirmou.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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