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Morre Luis Fernando Verissimo, autor de mais de 5,6 milhões de exemplares vendidos
Publicado 30/08/2025 • 09:26 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 30/08/2025 • 09:26 | Atualizado há 5 meses
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Divulgação Unesp
Morre o escritor Fernando Luís Verissimo
O escritor e cronista Luis Fernando Verissimo morreu neste sábado (30), aos 88 anos, em Porto Alegre (RS), em decorrência de complicações de uma pneumonia. Internado desde 11 de agosto na UTI do Hospital Moinhos de Vento, o autor enfrentava, nos últimos anos, problemas de saúde como Parkinson, um marcapasso cardíaco e sequelas de um AVC.
Com mais de 70 obras publicadas e 5,6 milhões de cópias vendidas, Verissimo consolidou-se como um dos escritores mais bem-sucedidos da literatura brasileira contemporânea. O catálogo inclui romances, crônicas, contos, quadrinhos e tirinhas, que continuam movimentando direitos autorais e adaptações.
O impacto de sua obra não se limitou ao mercado editorial. A coletânea “Comédias da Vida Privada” (1994), por exemplo, transformou-se em série da TV Globo, exibida por três anos, gerando receita e ampliando seu reconhecimento nacional. Seus personagens – como o detetive Ed Mort, o Analista de Bagé e a Velhinha de Taubaté – também transitaram entre diferentes formatos e editoras.
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Antes de se consolidar na literatura, Verissimo tentou empreender em diferentes negócios, mas admitia que muitos fracassaram. Foi somente a partir dos 30 anos, com o jornalismo e a escrita, que encontrou seu caminho profissional, segundo ele em uma entrevista concedida ao apresentador Jô Soares.
Iniciou nas letras como revisor no jornal Zero Hora em 1966 e, posteriormente, escreveu colunas para veículos de grande circulação como O Estado de S. Paulo, O Globo e Zero Hora.
Seu primeiro livro, “O Popular” (1973), abriu espaço para uma produção consistente. Desde então, construiu uma marca literária associada ao humor crítico e à ironia leve, característica que sustentou o interesse de editoras, jornais e do público leitor ao longo de cinco décadas.
Além do impacto econômico no setor editorial, Verissimo acumulou prêmios e distinções: venceu o Prêmio Jabuti de Livro do Ano de Ficção em 2013, com Diálogos Impossíveis, e recebeu homenagens como o Prêmio ARI Especial de Contribuição à Comunicação (2019). Ainda nos anos 1970, sua atuação publicitária lhe rendeu prêmios na área de comunicação, reforçando sua presença no mercado criativo.
Discreto, manteve hábitos simples e viveu até o fim na mesma casa do bairro Petrópolis, em Porto Alegre, adquirida pelo pai, o também escritor Erico Verissimo, em 1941.
Com sua morte, o mercado editorial brasileiro perde um autor que converteu leveza e ironia em milhões de exemplares vendidos e um legado de grande valor cultural
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