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Renan pede ao TCU e ao BRB dados sobre operações com recursos públicos
Publicado 17/04/2026 • 17:28 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 17/04/2026 • 17:28 | Atualizado há 3 semanas
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Antonio Cruz / Agência Brasil
Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou nesta sexta-feira (17) dois requerimentos para ampliar o rastreamento de operações do Banco de Brasília (BRB) com possível relação com a crise do Banco Master. Em um dos pedidos, ele solicita ao Tribunal de Contas da União (TCU) informações e documentos, inclusive sigilosos, sobre a aquisição, pela Caixa Econômica Federal, de carteiras financeiras do BRB. No outro, cobra do próprio BRB dados detalhados dos últimos oito anos sobre operações com entes públicos.
Leia também: Caso do BRB: 5 pontos para entender o esquema de propina de R$ 140 milhões em imóveis
O foco do segundo requerimento está em contratos com fundos de previdência de servidores estaduais e municipais, aquisição de folhas de pagamento, uso de depósitos judiciais e demais negócios vinculados a estados e municípios. Segundo Renan, a intenção é aprofundar o acompanhamento das investigações sobre o Master e medir possíveis impactos sobre o sistema financeiro e sobre recursos públicos.
A nova rodada de pedidos reforça a frente aberta pela CAE em torno do caso. Em fevereiro, Renan já havia solicitado informações à Polícia Federal sobre fraudes ligadas ao Banco Master e a venda de carteiras de crédito ao BRB, além de acionar o TCU sobre a liquidação extrajudicial do banco. A comissão também instalou uma subcomissão para acompanhar o tema e ouviu, neste ano, o presidente interino da CVM, João Carlos de Andrade Uzêda Accioly, em audiência sobre o caso.
O endurecimento do Senado ocorre em meio ao agravamento da crise do BRB. O banco estatal do Distrito Federal precisará provisionar mais de R$ 8 bilhões para cobrir operações com o Master. A instituição atrasou a divulgação do balanço consolidado de 2025 à espera de uma auditoria forense e busca alternativas para reforçar capital.
Leia também: BRB/Master: caso expõe crise e exige reação regulatória no mercado financeiro, diz especialista
A pressão aumentou ainda mais após a prisão, nesta semana, do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, no âmbito da Operação Compliance Zero. A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa ligadas à venda de carteiras de crédito do Master ao BRB.
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