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Shell e Cosan podem perder participação na Raízen? Entenda o risco
Publicado 15/04/2026 • 18:20 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 15/04/2026 • 18:20 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação Raízen
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Shell e Cosan podem perder participação na Raízen caso o plano de reestruturação avance nos termos discutidos com credores.
Isso porque uma das principais propostas envolve a conversão de parte da dívida em ações, movimento que, na prática, dilui a fatia dos atuais controladores, de acordo com o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Além disso, a companhia tenta renegociar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas e, diante da pressão crescente, credores passaram a defender condições mais duras.
Nesse contexto, entre as possibilidades levantadas, está a chance de assumir uma participação relevante, ou até majoritária, na empresa.
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Diante desse cenário, a Raízen intensificou as tratativas após uma rodada de reuniões com credores em Nova York.
Ao mesmo tempo, a empresa discute mudanças na estrutura de capital e possíveis ajustes na gestão, buscando, assim, viabilizar um acordo que preserve a operação. Ainda assim, Shell e Cosan resistem a ampliar os aportes além do que já colocaram na mesa.
A Shell já sinalizou investimento de cerca de R$ 3,5 bilhões. Por outro lado, a Cosan indicou uma contribuição menor. Ainda assim, os valores não atendem plenamente às expectativas dos credores.
Uma das propostas em discussão é a conversão de dívida em ações (equity). Se isso avançar, credores podem ganhar participação na empresa, o que abre espaço para:
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Siga o Times | CNBCParalelamente às negociações, em nota enviada ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a Shell afirmou apoiar a decisão da gestão da Raízen de entrar com o pedido de recuperação extrajudicial, classificando a medida como “prudente e necessária” para envolver as partes nas soluções para os desafios financeiros da companhia.
Além disso, a empresa reiterou a proposta de investir R$ 3,5 bilhões como parte de uma solução estrutural e afirmou que seguirá trabalhando com a liderança da Raízen para assegurar o futuro de longo prazo do negócio.
Com isso, a posição indica alinhamento com o processo de reestruturação. Ainda assim, o desfecho pode impactar diretamente a participação acionária das empresas na joint venture.
Por outro lado, além da disputa financeira, as negociações também incluem possíveis mudanças na gestão e na operação.
Segundo avaliam os credores, ajustes mais profundos serão necessários para garantir a sustentabilidade da empresa no médio prazo.
Ao mesmo tempo, a deterioração da situação da Raízen reflete uma combinação de fatores, como juros elevados, investimentos de longo prazo que ainda não maturaram e desafios operacionais em áreas estratégicas, como açúcar e etanol.
Leia também: Raízen pode vender braço de energia solar após aval do Cade; veja quem leva
Diante desse conjunto de fatores, o caso já é visto como uma das maiores reestruturações corporativas em andamento no Brasil.
Por isso, o mercado acompanha de perto os próximos passos, já que o resultado pode redefinir o controle da companhia e influenciar o setor de energia como um todo.
Enquanto isso, a Raízen segue negociando com credores e acionistas, incluindo Shell e Cosan, para evitar medidas mais drásticas e construir um acordo equilibrado.
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