Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Espanha destaca proteção energética diante da guerra com Irã, enquanto atritos com Trump pesam sobre comércio
Publicado 17/04/2026 • 07:03 | Atualizado há 1 hora
Rival da Nvidia busca ao menos R$ 588 milhões em nova rodada com avanço do mercado europeu de chips de IA
Petróleo recua após Trump dizer que guerra com Irã “deve acabar em breve” e trégua entre Israel e Líbano anima mercado
Espanha destaca proteção energética diante da guerra com Irã, enquanto atritos com Trump pesam sobre comércio
Bloqueio naval dos EUA ao Irã chega ao quarto dia; veja o tráfego de navios no Estreito de Ormuz
Netflix supera expectativas de lucro com fim de acordo com a Warner e anuncia mudança no conselho
Publicado 17/04/2026 • 07:03 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O ministro da Economia da Espanha, Carlos Cuerpo
O ministro da Economia da Espanha, Carlos Cuerpo, elogiou a capacidade do país de resistir aos efeitos econômicos da guerra com o Irã, afirmando que a aposta em fontes renováveis ajudou a proteger Madri do choque energético causado pelo conflito.
As declarações acontecem no momento em que o governo espanhol se consolidou como um dos principais críticos, dentro da União Europeia, da guerra conduzida por EUA e Israel contra o Irã. O primeiro-ministro Pedro Sánchez classificou a atual crise no Oriente Médio como um “desastre”.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu cortar laços comerciais com Madri depois que a Espanha impediu o uso de duas bases operadas em conjunto no território espanhol para ataques ao Irã.
Em entrevista à CNBC, na quinta-feira, Cuerpo disse que a Espanha entrou mais preparada nesta crise e ressaltou que o país foi a economia avançada que mais cresceu na Europa nos últimos anos.
Leia também: Espanha fecha espaço aéreo a aviões dos EUA envolvidos na guerra contra o Irã
Segundo ele, a Espanha também respondeu por 40% de todos os novos empregos criados na zona do euro no ano passado.
O ministro acrescentou que, do ponto de vista fiscal, a dívida pública espanhola está próxima de retornar aos níveis observados antes da pandemia de Covid-19.
“Em termos energéticos, também estamos mais preparados porque seguimos nossa agenda de renováveis”, afirmou Cuerpo, durante os encontros de primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington.
De acordo com o ministro, a dependência do gás na formação do preço da eletricidade caiu para apenas 16% neste ano, ante 75% em 2019.
“Isso amplia nossa soberania energética e reduz a exposição ao choque”, declarou.
Leia também: Espanha desmente ‘categoricamente’ que vá cooperar com EUA sobre o Irã
Apesar disso, ele reconheceu que cidadãos e empresas ainda sofrem os efeitos indiretos da guerra com o Irã, especialmente por causa da alta dos combustíveis e fertilizantes.
Analistas apontam a Espanha como exemplo de país que conseguiu limitar a exposição à volatilidade dos combustíveis fósseis nas últimas semanas.
Ao lado de Portugal e de alguns países nórdicos, a Espanha está entre as nações que registraram os menores preços de gás entre os 27 membros da União Europeia desde o início do conflito no Oriente Médio.
A expansão das renováveis, porém, não ocorreu sem contestação. O governo espanhol foi duramente criticado no ano passado após um apagão catastrófico, considerado um dos piores da memória recente da Europa.
Leia também: Trump diz que Espanha é ‘terrível’ e vai cortar relações comerciais com o país
Parte de parlamentares dos EUA atribuiu o problema à agenda verde espanhola.
Posteriormente, o governo negou responsabilidade das energias renováveis. Já relatório da Entso-e, que investigou o apagão de abril de 2025, concluiu que não houve causa única, mas sim uma combinação de “muitos fatores interagindo”.
Postura anti-guerra amplia tensão com Trump
Ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, no mês passado, Trump voltou a ameaçar encerrar relações comerciais com a Espanha, afirmando que a Casa Branca não queria “nada” com o país.
O presidente norte-americano também critica repetidamente Madri por não cumprir a meta da OTAN de investir 5% do PIB em defesa.
Especialistas observam, porém, que ameaças comerciais contra a Espanha enfrentam obstáculos, já que os 27 países da União Europeia negociam acordos de comércio de forma conjunta.
“A Espanha não quis participar desse conflito unilateral que está fora do direito internacional. E foi exatamente isso que fizemos”, afirmou Cuerpo, ao comentar a posição anti-guerra do país e as ameaças de Trump.
Leia também: Espanha e Índia ampliam cooperação em inteligência artificial, inovação e tecnologia
“Não estamos sozinhos nessa posição. Muitos outros países europeus e parceiros expressaram visão muito semelhante”, acrescentou.
Segundo ele, empresas espanholas atuam no mesmo ambiente regulatório que companhias da França, Alemanha e Itália, já que a relação comercial com os EUA ocorre dentro da estrutura única da União Europeia.
Cuerpo concluiu dizendo que o foco deve estar no acordo firmado no último agosto entre UE e Estados Unidos, defendendo esforços para que o tratado seja plenamente cumprido.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
Qual era o papel de Daniel Monteiro, advogado preso hoje junto com ex-presidente do BRB
2
Anthropic lança Claude Opus 4.7, modelo que vai usar para aprender a controlar o mito que criou
3
Shell e Cosan podem perder participação na Raízen? Entenda o risco
4
BTG montou operação bilionária com alto potencial de lucro para compra de carteira do Master
5
As quatro estreias de abril no maior canal de negócios do Brasil