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Haddad: Selic está excessivamente restritiva e BC deve considerar novo cenário econômico do país
Publicado 07/10/2025 • 09:17 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/10/2025 • 09:17 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (7) que a taxa básica de juros (Selic) está em um nível “excessivamente restritivo” e que o Banco Central precisa considerar o atual cenário de inflação controlada e crescimento moderado da economia brasileira.
Segundo ele, a autoridade monetária deve ouvir “todas as vozes relevantes da economia” antes de tomar suas decisões.
“O Banco Central tem autonomia, e os diretores decidem os juros. O papel da Fazenda é fazer com que as informações sobre a economia cheguem ao comitê que define a Selic, para que as decisões sejam as mais técnicas e benéficas possíveis”, afirmou o ministro.
Haddad reforçou ter “profundo respeito” por Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central, lembrando que foi ele quem o indicou para o cargo.
“Trabalhamos juntos no Ministério da Fazenda. Duas pessoas civilizadas podem conversar e divergir. Há muita gente no setor produtivo, no mercado e no governo que também considera a taxa de juros excessivamente alta. É normal que existam opiniões diferentes.”
As declarações foram dadas em entrevista ao programa “Bom dia, Ministro”, transmitido pelo CanalGov, em que Haddad abordou temas centrais da política econômica, como juros, fiscal, tarifas e financiamento ambiental.
O ministro afirmou que o governo trabalha para aprovar a Medida Provisória 1303, que redefine as regras de tributação de aplicações financeiras e ativos virtuais, até quarta-feira (8) — quando a MP perde a validade.
Originalmente, o texto previa R$ 36 bilhões em impacto fiscal positivo, combinando aumento de receitas e corte de despesas, mas enfrenta resistência no Congresso.
“Sempre que encaminhamos um projeto, planejamos uma margem de negociação. Ninguém é inocente de acreditar que será aprovado na íntegra. O papel da área econômica é buscar alternativas e entregar um resultado fiscal melhor para o Brasil”, afirmou Haddad.
Segundo o ministro, o governo pretende preservar R$ 15 bilhões em corte de gastos e outros R$ 15 bilhões em aumento de receitas, mantendo o equilíbrio orçamentário.
“Vivemos em uma democracia, e entendemos o papel do Congresso. Vamos negociar, ceder quando necessário e chegar a uma equação que feche o orçamento do ano que vem”, disse.
Haddad afirmou que o país deve encerrar o ano com uma situação fiscal melhor do que a dos governos anteriores, combinando inflação baixa, desemprego menor e redução da desigualdade.
Ao comentar as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, Haddad afirmou que a medida, que elevou em 40% as alíquotas de importação, não tem base econômica e deve ser tratada como uma questão política.
“O que devia acontecer aconteceu. Por mim teria ocorrido antes: o reconhecimento de que precisamos sentar à mesa e resolver o problema. Não faz sentido negociar item a item, porque não é um tema econômico, é político”, afirmou.
O ministro destacou que o governo vem atuando para amenizar os impactos sobre as empresas afetadas, citando o Plano Brasil Soberano, que prevê R$ 30 bilhões em crédito e liquidez para exportadores.
“Desde o início dissemos que o impacto seria microeconômico, atingindo empresas específicas. Nosso papel é oferecer apoio e liquidez para que consigam se adaptar”, afirmou.
Telefonema
Haddad considerou o telefonema entre Lula e Donald Trump um avanço na tentativa de normalizar as relações comerciais e defendeu que as negociações com Washington ocorram de forma ampla, e não produto por produto.
“Precisamos superar essa questão para tirar dos empresários e trabalhadores brasileiros um ônus completamente injusto, colocado pela extrema-direita”, disse.
O ministro destacou ainda a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (Tropical Forests Forever Fund — TFFF), lançado após a Cúpula de Belém, que deve se tornar um dos maiores mecanismos de financiamento ambiental do mundo.
Segundo ele, o fundo deve reunir entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões de recursos públicos, podendo ultrapassar US$ 100 bilhões com a entrada da iniciativa privada.
“Esse dinheiro só poderá ser usado para manter as florestas em pé. É um mecanismo inovador, com retorno financeiro e ambiental, que vai fortalecer as florestas tropicais em todo o mundo”, explicou Haddad.
O ministro afirmou que o objetivo é consolidar o Brasil como referência global em financiamento climático, alinhando o TFFF aos compromissos da COP30, que será realizada em Belém, em 2025.
Ao ser questionado sobre o cenário político, Haddad disse que o presidente Lula está cumprindo as promessas de campanha e entregará o país em condições econômicas muito melhores do que as recebidas em 2023.
“Eu reli as promessas de campanha, e tudo foi encaminhado ao Congresso. Ele vai chegar muito competitivo em 2026, com o país crescendo, mais justo e menos desigual.”
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