Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Gastos da Petrobras no Amapá superam R$ 1 bi e contrato da sonda vence dia 21
Publicado 14/10/2025 • 07:00 | Atualizado há 5 meses
Ford lança nova IA para impulsionar Pro, um negócio comercial bilionário
Meta compra Moltbook e entra nas redes sociais para agentes de inteligência artificial
Google aprofunda aposta em IA no Pentágono após Anthropic processar governo Trump
EUA desmentem secretário de Energia e dizem que não escoltaram petroleiros no Estreito de Ormuz
Por que a China consegue suportar a alta do petróleo com mais facilidade do que outros países
Publicado 14/10/2025 • 07:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Divulgação/Petrobras
Navio-sonda NS-42
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) alertou nesta segunda-feira (13) para os custos crescentes provocados pelos atrasos no licenciamento ambiental da Petrobras na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, litoral do Amapá. Após a Avaliação Pré-Operacional realizada em setembro, a expectativa era de que a licença para perfurar o primeiro poço do bloco FZA-M-59 fosse concedida no início de outubro — o que ainda não ocorreu.
Segundo a FUP, o contrato de aluguel da sonda de perfuração ODN II, firmado pela Petrobras com a Foresea, vence no próximo dia 21 de outubro. Pelo contrato atual, a estatal paga cerca de R$ 4 milhões por dia pelo uso da sonda. Desde 2022, quando assumiu a operação do bloco, a Petrobras já desembolsou mais de R$ 1 bilhão apenas em atividades relacionadas ao licenciamento ambiental — sendo R$ 543 milhões com aluguel da sonda, R$ 327 milhões com embarcações e R$ 142 milhões com serviços aéreos, informou a entidade sindical.
Leia mais:
Petrobras será patrocinadora master da 49a. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
Petrobras e Vale lideram ranking das ações mais negociadas na bolsa em setembro
Plano de Negócios da Petrobras 2026-2030 vive dilema em ano eleitoral
“Esses valores demonstram o compromisso da Petrobras com a segurança ambiental, mas também reforçam a urgência de decisões técnicas ágeis por parte dos órgãos responsáveis. As etapas necessárias para explorar com segurança essa nova fronteira energética do País não podem ser travadas por questões administrativas ou indefinições regulatórias”, destacou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.
Bacelar observou que o atual cenário de lentidão nos licenciamentos preocupa estrategicamente o futuro da companhia. “Projetos exploratórios de grande porte não avançam porque não conseguem licença ambiental para operar, enquanto projetos menores acabam sendo postergados”, disse, citando Seap (Sergipe Águas Profundas), Albacora, Barracuda e Marlim Leste, na bacia de Campos, cuja revitalização foi adiada para depois de 2030.
A Petrobras deve abrir nesta quarta-feira (15) os envelopes da licitação das plataformas Seap I e II, projeto que já passou por três rodadas de concorrência. Segundo fontes, quatro propostas devem ser entregues. O prazo de exploração deve constar no Plano Estratégico 2026-2030 da estatal.
Outra concorrência, referente à plataforma P-88 que será instalada no campo de Albacora, também pode ter fechamento ainda este ano, segundo a diretora executiva de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi. Já os editais dos campos de Barracuda-Caratinga, Marlim Sul e Marlim Leste foram revisados e devem voltar ao mercado apenas no fim de 2026 ou início de 2027.
De acordo com a FUP, a demora na aprovação de projetos no Brasil tem levado a Petrobras a redirecionar seus investimentos para o exterior, comprometendo oportunidades de desenvolvimento nacional. “A dificuldade em obter licenciamento ambiental na Foz do Amazonas e em outras áreas sensíveis é recorrente”, disse Bacelar, criticando também a falta de novos blocos em bacias maduras como Sergipe, Campos, Solimões e Espírito Santo.
“O Brasil corre o risco de entrar em uma paralisia exploratória, e a Petrobras pode perder protagonismo e depender excessivamente de ativos internacionais. Não produzir petróleo no Brasil significa abrir espaço para outros países e perder recursos para pesquisa e desenvolvimento”, alertou Bacelar, lembrando que o Brasil tem hoje a menor pegada de carbono entre os grandes produtores de petróleo do mundo, emitindo menos gases de efeito estufa.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Wetzel protocola plano de recuperação extrajudicial após acordo com credores
2
Raízen: quem são os bancos e investidores que podem decidir o rumo da empresa
3
Cidadania italiana vai a julgamento hoje: o que muda para 70 milhões de descendentes no Brasil
4
Bancos pedem urgência em recurso que pode mudar destino da recuperação da Ambipar
5
Raízen protocola pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 65 bilhões em dívidas