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Azul apresenta plano de negócios atualizado, projeta redução de dívidas e alavancagem de 2,5x
Publicado 23/10/2025 • 22:26 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 23/10/2025 • 22:26 | Atualizado há 5 meses
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Azul
Foto: REUTERS/Ricardo Moraes
A Azul Linhas Aéreas apresentou nesta quinta-feira (23) um plano de negócios atualizado no âmbito de seu processo de reorganização judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11. O documento detalha estratégias de crescimento, redução de custos e ajustes financeiros, e mostra que a empresa espera sair do processo com uma alavancagem líquida de 2,5 vezes, ou seja, com um nível de endividamento considerado baixo para o setor aéreo.
Segundo o plano, a Azul deve reduzir dívidas gerais, diminuir os pagamentos de arrendamento de aeronaves e simplificar a estrutura de custos. A companhia afirma que o processo foi importante para renegociar contratos e melhorar a previsibilidade financeira.
“Durante este processo, conseguimos chegar a acordos com nossos principais stakeholders, reduzindo significativamente nossa dívida e alavancagem, aumentando nossa geração de fluxo de caixa livre e estabelecendo relacionamentos estratégicos de longo prazo”, afirmou o CEO John Rodgerson. “O plano que apresentamos hoje mostra esses resultados positivos e prepara a Azul para o futuro.”
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A Azul entrou com o pedido de Chapter 11 em maio de 2025, após um período de forte pressão sobre o caixa — causada principalmente por altos custos de leasing em dólar, juros elevados e queda da demanda doméstica no início do ano. O Chapter 11 é um instrumento da lei americana que permite reestruturar dívidas com proteção judicial, usado por várias empresas internacionais que têm credores no exterior. A operação da Azul não foi interrompida em nenhum momento: os voos, funcionários e programas de fidelidade continuaram funcionando normalmente durante o processo.
O plano de reestruturação foi protocolado na Justiça de Nova York em 16 de setembro, com prazo para objeções até 1º de dezembro e audiência de confirmação marcada para 11 de dezembro. Caso o cronograma seja cumprido, a companhia deve concluir o processo entre o fim de 2025 e o início de 2026, dentro da meta inicialmente estabelecida.
O plano original prevê a eliminação de cerca de US$ 2 bilhões em dívidas e a entrada de novos recursos de investidores estratégicos, entre eles United Airlines e American Airlines, que podem aportar entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões para reforço de liquidez. A empresa também estruturou uma oferta de subscrição de ações (Equity Rights Offering) de até US$ 950 milhões, dos quais US$ 650 milhões estão garantidos por credores que assumiram o compromisso de backstop — ou seja, garantem a capitalização mesmo sem demanda de mercado.
A Azul é assessorada por escritórios de advocacia e consultorias financeiras internacionais:
Os credores participantes contam com Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP, Mattos Filho e PJT Partners.
United Airlines, American Airlines e AerCap também são representadas por seus próprios assessores jurídicos e financeiros.
Com o plano de negócios atualizado, a Azul avança para a fase final de revisão judicial. Se a corte americana aprovar o documento na audiência de dezembro, a empresa poderá encerrar o Chapter 11 no prazo previsto e retomar sua estrutura normal de capital no início de 2026. Os documentos oficiais estão disponíveis no portal www.azulmaisforte.com.br e na plataforma do tribunal, cases.stretto.com/Azul.
O Chapter 11 (Capítulo 11) é uma lei de recuperação judicial dos Estados Unidos que permite que empresas reestruturem suas dívidas mantendo as operações. O processo é supervisionado por um juiz, e todas as decisões — como cortes de dívida, novos aportes e renegociações com credores — precisam de aprovação da corte e dos credores. No caso da Azul, o procedimento foi escolhido porque boa parte da dívida está em dólar e sob jurisdição americana.
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