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Gigantes do petróleo alertam para risco de escassez de energia com guerra no Irã prolongada

Publicado 25/03/2026 • 12:59 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Executivos de grandes petroleiras europeias alertam para risco de escassez de energia com impacto crescente sobre a Europa.
  • Preço do petróleo sobe cerca de 40% nas últimas semanas, diante de temores sobre oferta global.
  • Países já adotam medidas emergenciais, enquanto incerteza sobre o Estreito de Ormuz preocupa o mercado.

Adam Cohn / Flickr

Executivos de grandes companhias de energia da Europa emitiram um alerta sobre riscos crescentes de escassez de energia, em meio à guerra no Irã e às restrições de acesso pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

Com a volatilidade elevada, o preço do petróleo disparou cerca de 40% nas últimas semanas, chegando a se aproximar de US$ 120 (R$ 630,00) por barril, em meio a preocupações com uma possível redução na oferta global.

Os impactos têm sido mais intensos, até agora, na Ásia, com as Filipinas declarando emergência energética e a Coreia do Sul se preparando para “cenários extremos”. No Japão, a primeira-ministra Sanae Takaichi solicitou à Agência Internacional de Energia (IEA) uma nova liberação de estoques globais, após a entidade já coordenar a liberação de 400 milhões de barris de petróleo entre países-membros.

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O Japão também anunciou a liberação de estoques nacionais, além de acessar reservas da IEA ao longo do mês, em tentativa de mitigar os efeitos da crise.

Agora, cresce o temor de que a pressão sobre a oferta avance para a Europa. “O sul da Ásia foi o primeiro a sentir o impacto… isso deve chegar com mais força à Europa em abril”, afirmou Wael Sawan, CEO da Shell, durante evento em Houston. Ele também alertou que não há “segurança nacional sem segurança energética”.

Governos europeus já começaram a reagir. A Eslovênia se tornou o primeiro país do continente a adotar racionamento de combustíveis, enquanto a Espanha aprovou pacote de ajuda de 5 bilhões de euros (US$ 5,8 bilhões – R$ 30,45 bilhões), incluindo redução de impostos sobre energia e subsídios para transporte, agricultores e fertilizantes.

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Segundo Patrick Pouyanné, CEO da TotalEnergies, o mercado de derivados de petróleo está “deslocado”, o que explica a alta dos preços de gasolina e diesel e a insatisfação da população. Ele também demonstrou preocupação com a tentativa europeia de recompor estoques de gás no verão, em meio à forte demanda asiática, projetando preços de 40 euros por megawatt-hora para o gás natural liquefeito (GNL) caso o conflito persista.

No Reino Unido, a ministra das Finanças, Rachel Reeves, afirmou que há planos de contingência para proteger famílias e empresas, mas descartou um resgate amplo, indicando que o governo pretende agir de forma “ágil”.

A Enquest, produtora focada no Mar do Norte, também alertou para impactos “significativos” no médio e longo prazo, com a retirada de 2 a 3 milhões de barris por dia do mercado devido à perda de produção. Segundo a empresa, a capacidade excedente global pode permanecer comprometida por anos.

O CEO da companhia, Amjad Bseisu, reforçou a preocupação com o futuro do Estreito de Ormuz, destacando que “o futuro não é claro” para a região e, consequentemente, para o abastecimento global de energia.

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