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Quanto custa o naming rights de um estádio? Veja exemplos brasileiros

Publicado 25/03/2026 • 17:00 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • No mundo do futebol, a rotina de um clube vai além de bons jogos e grandes conquistas.
  • Na verdade, para alcançar uma constância no esporte, é necessário um planejamento, estrutura e, claro, uma base financeira sólida.
  • Além de patrocínios de alto valor e da venda de jogadores para o exterior, clubes que possuem estádio próprio também podem gerar receita por meio dos naming rights
Neo Química Arena

Foto: Divulgação/Neo Quimica

Quanto custa o naming rights de um estádio? Veja exemplos brasileiros

No mundo do futebol, a rotina de um clube vai além de bons jogos e grandes conquistas. Na verdade, para alcançar uma constância no esporte, é necessário um planejamento, estrutura e, claro, uma base financeira sólida. Além de patrocínios de alto valor e da venda de jogadores para o exterior, clubes que possuem estádio próprio também podem gerar receita por meio dos direitos de nomeação (naming rights) da arena.

No entanto, a comercialização dos naming rights de um estádio não é um processo simples nem imediato. No futebol brasileiro, clubes com arenas próprias precisam estruturar contratos de forma estratégica para evitar problemas futuros, como rescisões, divisão de receitas de eventos não esportivos e questões relacionadas a cadeiras e camarotes.

Confira abaixo alguns exemplos de naming rights no futebol brasileiro e seus valores:

Leia também: Nubank vai usar estratégia de naming rights para reabrir o Cine Copan

Contratos de naming rights nas arenas do Brasil

De acordo com informações do Meu Timão, em um levantamento realizado em setembro de 2025, esses são alguns dos valores de venda de naming rights (os valores não incluem correção da inflação).

CLUBE ESTÁDIO EMPRESA COMPRADORA VALOR DO NAMING RIGHTS RENDIMENTO POR ANO (R$)
Palmeiras Allianz Parque Allianz R$ 300 milhões R$ 15 milhões
Corinthians Neo Química Arena Hyper Farma R$ 300 milhões R$ 15 milhões
São Paulo Morumbis Mondalez R$ 75 milhões R$ 25 milhões
Athletico-PR Ligga Arena Ligga Telecom R$ 200 milhões R$13,33 milhões
Bahia Casa de Apostas Casa de Apostas R$ 52 milhões R$ 13 milhões
Governo local Mercado Livre Arena Pacaembu Mercado Livre R$ 1 bilhão R$ 33 milhões
Governo local Arena BRB Mané Garrincha Banco BRB R$ 7,5 milhões R$ 1,5 milhão
Governo Local Casa de Apostas Arena das Dunas Casa de Apostas R$ 6 milhões R$ 1,2 milhão

Vale destacar que todos os contratos de naming rights possuem um tempo definido; a compra do nome do estádio não é vitalícia e sofre correções com o passar dos anos.

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Troca de nome por valores bilionários

Em alguns casos de contratos de naming rights de estádios do Brasil, é comum que os clubes tentem realizar a troca por outra empresa. Nos últimos anos, o crescimento das casas de apostas no país também resultou na compra de naming rights de estádios e até de campeonatos de futebol, como no caso do Brasileirão Betano.

Apesar disso, dependendo do clube, tamanho da torcida, receita e momento vivido pelo clube, pode ser um atrativo para que empresas tentem atravessar os contratos atuais. A título de comparação, o Allianz Parque, casa do Palmeiras, recebeu uma possível sondagem recente do Nubank.

Neste caso, os valores oferecidos pelo banco são superiores ao que a seguradora garante ao clube atualmente. Como noticiado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o banco digital possivelmente pretende pagar ao clube US$ 10 milhões ao ano (aproximadamente R$ 52,4 milhões na cotação atual).

Mesmo que seja interessante ao clube a troca de naming rights e um maior fluxo anual, a rescisão de contrato com a Allianz, detentora dos direitos até 2033, pode ser um empecilho para que as negociações avancem.

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