Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Guerra no Irã pode esfriar ainda mais mercado de trabalho já travado, dizem economistas
Publicado 25/03/2026 • 10:57 | Atualizado há 3 meses
Hollywood vive melhor verão desde a pandemia e projeta faturamento histórico
Space X, de Elon Musk, passará a integrar o índice Nasdaq-100
OpenAI limita novos modelos de IA a “parceiros confiáveis” a pedido do governo dos EUA
Pílulas de GLP-1 para emagrecer podem levar empresas a reduzir a cobertura médica
Herdeiro do Walmart compra participação minoritária no Chicago Bulls e no United Center
Publicado 25/03/2026 • 10:57 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O mercado de trabalho já opera em estado de congelamento, com baixa contratação e pouca rotatividade, e pode sofrer um novo impacto com a guerra no Irã, segundo economistas. Para eles, o aumento da incerteza entre empregadores tende a agravar ainda mais esse cenário.
“Vai esfriar ainda mais o mercado de trabalho”, afirmou Nicholas Bloom, professor de economia da Universidade Stanford, durante um evento recente da Harvard Kennedy School sobre os efeitos econômicos do conflito. Segundo ele, quem já está empregado deve ter cautela: “Se você tem um emprego agora, não saia dele”, pois o ambiente tende a se tornar mais difícil.
Antes mesmo do início dos bombardeios de Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, o mercado de trabalho já apresentava sinais de fragilidade. Dados mais recentes do U.S. Bureau of Labor Statistics, até janeiro, indicam que a taxa de contratação está no menor nível desde 2013, desconsiderando o período inicial da pandemia de Covid-19.
Leia também: Irã alerta EUA contra envio de tropas ao Oriente Médio
Ao mesmo tempo, as demissões seguem em patamares historicamente baixos, enquanto os trabalhadores estão pedindo demissão no menor ritmo em cerca de uma década. Esse indicador é visto como um termômetro da confiança dos profissionais em conseguir uma nova vaga.
O resultado é um ambiente de “baixa contratação e baixa demissão”, que reduz significativamente as oportunidades para quem busca emprego ou tenta ingressar no mercado, como recém-formados. Segundo Bloom, muitos profissionais que desejam mudar de emprego por salário, localização ou insatisfação acabam “presos” na atual posição.
Ele compara a situação a um cenário extremo: “É como se toda a economia tivesse sido atingida por um ‘raio congelante’, desacelerando contratações e demissões”.
De acordo com economistas, o principal fator por trás desse congelamento é a incerteza econômica. Bloom compara o momento à decisão de adiar a compra de um carro diante de dúvidas sobre o futuro profissional.
Leia também: Empresas brasileiras afetadas por conflitos geopolíticos terão R$ 15 bilhões em crédito
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCEsse ambiente leva empresas a postergarem decisões de contratação e investimento. “A incerteza desacelera a contratação, pois as empresas não querem cometer erros caros”, explicou Bloom. Isso porque contratar e depois precisar reverter a decisão pode ser custoso, especialmente se a demanda não se confirmar.
A guerra no Irã adiciona novas incertezas, principalmente relacionadas aos preços de energia e ao risco de uma desaceleração econômica global, segundo especialistas.
Empresas também enfrentam dúvidas sobre quanto tempo os custos de energia permanecerão elevados e, no caso de setores com alto gasto logístico, quanto esses custos vão pressionar as margens, afirmou Cory Stahle, economista do site de empregos Indeed.
Além disso, o cenário já vinha carregado de incertezas. Em 2025, o presidente Donald Trump promoveu mudanças no comércio global com uma série de tarifas, elevando custos e dificultando previsões para as empresas. Paralelamente, juros elevados encarecem o crédito, enquanto políticas migratórias reduzem a oferta de trabalhadores.
Leia também: Conflito no Oriente Médio pressiona economia global e acende alerta no Brasil, afirma especialista
“Neste momento, o mercado de trabalho está sendo pressionado por vários fatores ao mesmo tempo”, disse Stahle. “Como empresário, posso pensar: ‘não vou contratar agora se essa guerra pode levar a uma recessão global nos próximos meses’”.
Outro fator é o comportamento das empresas após a pandemia. Durante o período da chamada “grande renúncia” (2021–2022), houve forte dificuldade para contratar, levando companhias a manter seus quadros atuais.
Segundo Scott Wren, estrategista global do Wells Fargo Investment Institute, muitas empresas passaram a reter funcionários para evitar escassez de mão de obra, em um movimento descrito como “job hugging”. Ao mesmo tempo, a incerteza sobre tarifas e crescimento econômico continua limitando a expansão das equipes.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
Quando é o sorteio da Quina de São João? Veja valor do prêmio
2
Quina de São João 2026: quanto rende o prêmio de R$ 260 milhões na poupança?
3
GTA VI deve atingir arrecadação bilionária somente na pré-venda; veja
4
Saiba por que o Claude Fable 5 foi proibido e como isso afeta a Anthropic
5
EUA atacam o Irã após Trump acusar Teerã de violar o cessar-fogo no Estreito de Ormuz