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Operação do MP-SP mira lavagem de dinheiro do PCC, agiotas, empresários e influenciadores
Publicado 30/10/2025 • 08:29 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/10/2025 • 08:29 | Atualizado há 3 meses
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Ministério Público de São Paulo - MPSP
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) deflagrou nesta quinta-feira (30) a Operação Off White, que mira um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Entre os alvos estão empresários, agiotas, influenciadores digitais e traficantes de alto escalão da facção, incluindo Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro, e os filhos de Sérgio Mijão, um dos criminosos mais procurados do país, segundo apurações da imprensa.
Segundo o MP, foram expedidos nove mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de 12 imóveis de luxo e o sequestro dos valores existentes em contas bancárias dos investigados.
Durante as ações, realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) de Campinas, um suspeito foi morto e um policial ficou ferido.
As investigações apontam que os suspeitos vinham, há anos, acumulando capital oriundo do tráfico de drogas e mesclando esses valores com receitas de empresas legalmente constituídas para mascarar a origem do dinheiro.
O esquema envolvia transações imobiliárias, investimentos financeiros e negócios de fachada.
De acordo com o Ministério Público, os promotores identificaram “sólidas conexões entre conhecidos traficantes, integrantes do PCC e empresários”, revelando operações complexas de ocultação de bens e valores.
“Essas conexões revelaram diversas transações econômicas nas quais a origem criminosa dos valores negociados havia sido ocultada ou dissimulada pelos envolvidos”, informou o MP em nota.
A Operação Off White é um desdobramento direto das investigações Linha Vermelha e Pronta Resposta.
A primeira apurou crimes de organização criminosa armada, tráfico e lavagem de dinheiro, enquanto a segunda revelou um plano do PCC para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco.
Após essas operações, surgiram divergências internas entre os membros do grupo, o que levou à realização de novas movimentações financeiras e imobiliárias para dispersar o patrimônio e ocultar os verdadeiros beneficiários.
Segundo o MP, foi nesse contexto que o Gaeco conseguiu rastrear e confirmar os mecanismos de lavagem de dinheiro, comprovando a estabilidade e a atuação contínua da organização criminosa.
O juiz Caio Ventosa Chaves, da 4ª Vara Criminal de Campinas, autorizou todas as medidas solicitadas pelo MP, incluindo as prisões preventivas, buscas e apreensões e o bloqueio de bens.
As investigações continuam para identificar novos envolvidos e eventuais ramificações do esquema, que teria movimentado milhões de reais em patrimônio ilícito.
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