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O efeito Shark Tank: Como o empreendedorismo está crescendo em cidades pequenas indianas
Publicado 30/10/2025 • 11:37 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/10/2025 • 11:37 | Atualizado há 3 meses
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Empreendedorismo na Índia: 50% das startups estão em pequenas cidades e arrecadam US$ 42 bilhões em 2021.
O empreendedorismo está em ascensão nas pequenas cidades da Índia, onde uma nova geração de empresários, como a estilista Aarushi Kilawat, transforma hubs tradicionais de manufatura em polos de inovação. Impulsionados pelo e-commerce, programas de TV como Shark Tank India e o apoio governamental, empreendedores de regiões conhecidas como cidades Tier-2 e Tier-3 vêm criando marcas próprias e conquistando espaço nos mercados nacional e internacional.
Aarushi Kilawat, de 31 anos, é uma empreendedora de moda de Jaipur, na Índia, uma cidade de porte médio com cerca de 5 milhões de habitantes — bem diferente de metrópoles como Mumbai, Nova Délhi e Bengaluru. Sua marca, The Loom Art, emprega mais de 500 artesãos e produz roupas feitas à mão com tecidos e bordados artesanais vindos de pequenas cidades indianas desde 2018.
As peças chegam a lojas de luxo em Mumbai e Nova Délhi, vendidas por valores entre 15 mil e 30 mil rúpias indianas (cerca de R$ 1 mil a R$ 2 mil). Algumas coleções também são exportadas para Espanha e Estados Unidos.
Há três anos, Kilawat decidiu diversificar sua produção e lançou uma linha de joias feitas de latão reciclado, inspirada em parte pelo programa de TV “Shark Tank India”, sucesso no país. “Assisto ao Shark Tank desde o início”, conta Aarushi. “O programa ajudou a tornar o empreendedorismo um tema comum nas conversas familiares.”
Durante a pandemia, o avanço das compras online impulsionou um verdadeiro boom de startups no país. Só em 2021, ano de estreia do Shark Tank India, o setor captou cerca de US$ 42 bilhões, um recorde histórico.
Em fevereiro de 2025, o governo indiano reconhecia oficialmente mais de 157 mil startups, sendo metade delas sediadas em cidades de médio e pequeno porte — classificadas localmente como Tier-2 e Tier-3.
Com custos operacionais mais baixos, melhor infraestrutura digital e mão de obra qualificada, essas cidades estão se tornando novos polos de inovação. Aarushi é parte dessa nova geração de empreendedores que estão construindo marcas locais com ambição global.
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Na segunda-feira, a Amazon Índia afirmou que as cidades menores do país estão “testemunhando um crescimento notável” em sua plataforma de exportação, Amazon Global Selling. Pequenos exportadores das cidades de Karur e Erode, no estado de Tamil Nadu, superaram US$ 180 milhões em vendas em 2024, enquanto Junagadh e Anand, em Gujarat, ultrapassaram US$ 100 milhões.
“A geração de riqueza na Índia está se descentralizando rapidamente”, disse Anas Rahman Junaid, fundador da empresa de pesquisa Hurun India. “Cidades como Coimbatore, Surat, Indore e Lucknow estão emergindo como novos motores econômicos.”
Um dos exemplos é a marca de cosméticos Minimalist, também de Jaipur, criada durante a pandemia a partir de um simples post no Instagram, em 2020. Em quatro anos, a empresa aumentou sua receita de US$ 3 milhões para US$ 42 milhões, chamando a atenção da Unilever Índia, que a adquiriu por 2.706 crore rúpias (mais de US$ 320 milhões).
“As cidades Tier-2 e Tier-3 não estão apenas participando do e-commerce — estão liderando o crescimento”, afirma Zaiba Sarang, cofundadora da plataforma logística iThink Logistics.
“Mais da metade das nossas entregas diárias já parte dessas cidades, e o volume cresce em ritmo recorde”, completa.
Historicamente, as pequenas cidades indianas sempre foram centros de produção artesanal e manufatureira — Agra no couro, Surat e Jaipur nos têxteis. O baixo custo de operação, a mão de obra local e as cadeias de suprimento consolidadas estão atraindo uma nova geração de empreendedores que volta às origens para abrir negócios próprios.
Kilawat, que estudou em Londres e trabalhou em Mumbai, diz que empreender em Jaipur — conhecida como a “Cidade Rosa” por seu centro histórico — foi uma decisão estratégica. “Jaipur tem um ecossistema vibrante de produtores de têxteis e artesanato. Isso facilita todo o processo de criação”, explica.
Segundo Raunak Singhvi, investidor-anjo especializado em startups do interior, há uma mudança clara: “Em vez de produzir para grandes marcas, muitos jovens estão preferindo criar suas próprias e vender direto ao consumidor.”
Um exemplo vem de Tirupur, cidade que tradicionalmente produz roupas para grandes varejistas. Agora, a nova geração dessas famílias começa a lançar marcas autorais.
O avanço do e-commerce e o marketing nas redes sociais facilitaram o acesso a novos públicos. À medida que crescem, essas marcas também migram para o varejo físico, ocupando espaço em shoppings de cidades médias como Surat e Lucknow.
Antes da pandemia, as marcas locais ocupavam apenas 3% desses espaços; hoje, já representam quase 30%, segundo Susil Dungarwal, fundador da consultoria Beyond Squarefeet.
Para ele, esse movimento é reflexo de uma nova mentalidade: “Os empreendedores das cidades menores estão mais ousados e dispostos a correr riscos — muitos inspirados pelo Shark Tank India.” O que começou como um reality show de negócios se transformou em realidade para milhares de fundadores que estão redefinindo o mapa do empreendedorismo indiano.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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