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“Não vamos recuar”, diz Haddad sobre política fiscal
Publicado 04/11/2025 • 14:25 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 04/11/2025 • 14:25 | Atualizado há 3 meses
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Ministro da Fazenda Fernando Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou nesta terça-feira (4) o compromisso com a atual política fiscal do governo. “Não vamos recuar no objetivo de colocar ordem nas contas que estão desorganizadas desde 2015”, declarou o ministro, em tom firme.
Haddad destacou que o Brasil “está numa situação muito melhor do que os analistas internos supõem” e que “os indicadores mostram isso”. Entre os números citados, mencionou que o país deve registrar “a menor inflação de quatro anos da história do Brasil” e “o melhor resultado fiscal desde 2015, mesmo considerando o pagamento de todo o calote do governo anterior”.
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Ao comentar a percepção negativa do mercado, Haddad foi enfático: “Essa avaliação é um delírio, eu não consigo entender. O mercado troca a situação do Brasil pela de quem? Venezuela, Argentina…?”. E completou: “A economia saiu da pauta da oposição.”
O ministro também destacou o impacto estrutural da reforma tributária, estimando ganhos significativos de produtividade. “Na estimativa mais pessimista, a reforma tem impacto de 12% no PIB; na mais otimista, de 20%.”
Haddad ressaltou ainda que o crescimento sustentável depende da redução das desigualdades: “Não existe crescimento com esse nível de desigualdade. Estamos no melhor índice de Gini da nossa história.”
Sem mencionar diretamente o Banco Central, o ministro voltou a cobrar a queda das taxas de juros: “As taxas de juros vão ter que cair… Não sei quando. Não sou presidente do Banco Central. Se fosse, votava pela queda.” Gabriel Galípolo, presidente do BC, foi secretário de Haddad antes de assumir o cargo.
O ministro também fez críticas à postura de parte do mercado financeiro. “Tem muita torcida… o que eu vejo de gente torcendo contra no mercado financeiro… O cara perdeu dinheiro porque apostou errado. Ele tem que se conformar e torcer pra dar certo.”
Haddad afirmou que o governo tem avançado na recomposição do orçamento e no aperfeiçoamento das regras fiscais. “Estamos dando passos generosos na recomposição do Orçamento”, disse, acrescentando que o governo busca, junto ao Supremo Tribunal Federal, “estender a Lei de Responsabilidade Fiscal para o Legislativo, para que não crie despesas sem criar fonte de receitas”.
Ele reconheceu que o desafio fiscal é elevado, em especial diante das renúncias tributárias: “Mais de 5% do PIB em renúncia fiscal… não é fácil todo ano entrar no Congresso e discutir que tem que cortar gastos.”
Ao ser questionado sobre a condução econômica nos próximos anos, Haddad reiterou que não há intenção de alterar o regime fiscal. “Não mudamos o teto e, (num eventual quarto mandato de Lula), não vai ser diferente.”
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