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Liberação parcial dos chips automotivos pela China alivia pressão sobre a indústria brasileira
Publicado 10/11/2025 • 11:40 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 10/11/2025 • 11:40 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Nesta ilustração, o logotipo da fabricante de semicondutores Nexperia é exibido em uma tela.
O fornecimento de chips da China para as montadoras brasileiras começou a ser retomado, aliviando o risco de paralisação das linhas de produção. Segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet, as fabricantes foram informadas na sexta-feira (7) de que a autorização para importação de semicondutores está sendo liberada gradualmente.
“Na sexta-feira, as fabricantes de veículos começaram a ser avisadas pelos fornecedores de que a autorização para importação de chips está sendo retomada aos poucos. Com isso, o risco de paralisação em nossas fábricas diminuiu”, afirmou Calvet.
O executivo explicou que dois fatores contribuíram para o avanço: a liberação pela China das importações para empresas brasileiras com fábricas em território chinês e a concessão de licenças especiais a companhias nacionais. “A situação melhorou, mas ainda não foi normalizada. Se não houver nova interrupção, nossa indústria tende a não ser afetada”, disse.
O impasse começou após o governo holandês intervir na Nexperia, empresa chinesa sediada na Holanda e responsável por 40% do mercado global de chips usados em carros flex. Em resposta, Pequim suspendeu a exportação de semicondutores produzidos no país, afetando diretamente a cadeia automotiva brasileira, que depende dos componentes da Nexperia para praticamente todos os modelos produzidos localmente.
No último sábado, no entanto, a China disse que consideraria algumas isenções para as exportações de chips da Nexperia.
Há duas semanas, a Anfavea alertava que a falta de semicondutores poderia paralisar a produção nacional em até três semanas.
A retomada parcial das exportações foi resultado de negociações conduzidas pelo governo brasileiro. No início de novembro, o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, informou que Pequim analisaria caso a caso os pedidos de liberação feitos por empresas brasileiras.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também interveio nas tratativas. Segundo a Anfavea, a rápida resposta do governo ajudou a evitar o pior cenário.
“A atuação do governo brasileiro permitiu abrir canais de diálogo antes que o abastecimento fosse interrompido por completo”, destacou Calvet.
Com a retomada gradual do fornecimento de chips da China, a indústria automotiva ganha fôlego para normalizar o ritmo de produção, embora ainda mantenha atenção ao risco de novas restrições comerciais.
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