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Ano de 2025 bateu recordes de mercado ilegal; entenda prejuízos
Publicado 05/03/2026 • 13:17 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/03/2026 • 13:17 | Atualizado há 2 meses
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Produtos contrabandeados são apreendidos em Operação da Polícia Civil.
O Brasil teve uma marca inédita do mercado ilegal no comércio brasileiro. Um levantamento do FNCP – Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade – aponta que as perdas provocadas por contrabando, falsificação e pirataria somaram mais de R$ 473,2 bilhões no último ano, considerando 15 setores produtivos. O montante inclui R$ 326,3 bilhões em perdas diretas da indústria e R$ 146,8 bilhões em evasão fiscal.
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Os dados indicam que o problema tem se intensificado nos últimos anos. Em 2020, o prejuízo era de R$ 288 bilhões. Em cinco anos, o avanço foi de 64%, o que representa um salto superior a R$ 185 bilhões. Em uma década, as perdas mais que quadruplicaram, crescimento que consolida o mercado ilegal como um dos principais vetores de desequilíbrio econômico e concorrência desleal no país.
Os efeitos do comércio irregular atingem diversos ramos. Entre os setores mais afetados estão vestuário, com perdas de R$ 87,3 bilhões e o de bebidas alcoólicas, com danos de R$ 83,2 bilhões.
Depois, aparecem combustíveis, com impacto próximo de R$ 29 bilhões, e o segmento de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, com aproximadamente R$ 21 bilhões.
O levantamento também aponta perdas em áreas como defensivos agrícolas (R$ 20,6 bilhões), óculos (R$11,4), ouro (12,7 bilhões), serviços de TV por assinatura (R$12,1 bilhões) e cigarros (R$ 10,5 bilhões).
Os efeitos vão muito além da concorrência desleal e do impacto na economia formal. A expansão da ilegalidade corrói a arrecadação tributária, limita a capacidade de investimento público em áreas essenciais e, principalmente, fortalece as estruturas do crime organizado.
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Conforme o estudo, o problema é estrutural, e vai muito além de efeitos econômicos. De acordo com Edson Viana, presidente da FNPC, a combinação de alto lucro e baixo risco amplia o interesse das organizações criminosas pelo mercado ilegal, que hoje funciona como importante fonte de financiamento dessas redes.
“Trata-se de esquemas que alimentam o caixa das facções, sustentam estruturas armadas, viabilizam a expansão de suas operações e reforçam o controle territorial em diversas regiões do país”, termina Edson.
Um levantamento inédito do Instituto Ipsos Ipec mostra a posição estratégica do cigarro nesse cenário da ilegalidade. De acordo com a pesquisa, em 2025 as facções criminosas fizeram circular cerca de 32 bilhões de unidades de cigarros ilegais no Brasil, gerando movimentação de R$ 10 bilhões para o crime organizado. Só em evasão fiscal, foram R$ 8,5 bilhões.
Hoje, três de cada dez cigarros vendidos no país (31%) são ilegais, o que evidencia não apenas a dimensão econômica do problema, mas seu impacto direto sobre a arrecadação, a concorrência formal e a segurança pública. A terceira marca mais vendida do Brasil atualmente é uma marca contrabandeada do Paraguai: o Eight com 10% do mercado Brasileiro.
O cigarro é uma mercadoria de alta demanda, fácil transporte, ampla capilaridade de distribuição e margens elevadas, especialmente quando associada à evasão fiscal. Essa combinação de lucro rápido e risco relativamente menor, se comparado a outros ilícitos, torna o cigarro ilegal extremamente atraente para as organizações criminosas.
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Dados da Receita Federal reforçam o avanço da ilegalidade: entre janeiro de 2026 e o mesmo mês de 2025, o valor das apreensões aumentou 22%. Apenas em janeiro deste ano, foram retidos R$ 61,5 milhões em maços ilegais em todo o país – um montante que evidencia não só a escala, mas também o grau de organização e sofisticação dessas operações.
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