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Anfavea vê com otimismo abertura de diálogo com a China para evitar paralisação da indústria automotiva
Publicado 01/11/2025 • 17:33 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 01/11/2025 • 17:33 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Automóveis em montagem
Brian Snelson/Wikicommons
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) foi informada neste sábado (1º) pelo embaixador chinês em Brasília que a China vai analisar a concessão de autorização às empresas brasileiras que estiverem com dificuldades para importar semicondutores.
De acordo com relato do Embaixador Zhu Qingqiao, as empresas brasileiras poderão solicitar a quebra do embargo tanto na embaixada como diretamente no Ministério do Comércio chinês. A liberação da importação será analisada caso a caso.
Assim, os semicondutores da Nexperia poderão ser trazidos ao Brasil normalmente. O embargo em curso ameaça a indústria automotiva brasileira de desabastecimento e a consequente paralisação da fabricação de automóveis
Em informe divulgado no sábado, a Anfavea destaca a atuação do vice-presidente e ministro Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que, segundo a associação, buscou uma solução do impasse desde o primeiro momento.
“A rápida resposta do governo brasileiro frente ao alerta feito pela Anfavea permitiu a abertura de canais de diálogo antes de o pior cenário se concretizar, que é o de paralisação de fábricas no país. Vamos acompanhar os desdobramentos nos próximos dias e dar suporte às empresas da cadeia de suprimentos para que possam reestabelecer as compras dos semicondutores o mais rápido possível e normalizar o envio de peças às fabricantes”, afirmou Igor Calvet, presidente da Anfavea.
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Siga o Times | CNBCEm outubro, o governo holandês tomou o controle da Nexperia, subsidiária da fabricante de semicondutores chinesa Wingtech.
A China respondeu bloqueando as exportações dos chips da empresa. Como consequência, houve a interrupção do fornecimento de semicondutores da Nexperia às empresas da cadeia de autopeças no Brasil.
Os chips da Nexperia são usados na produção de veículos de todas as fabricantes e modelos brasileiras. Como há poucas fornecedoras de semicondutores, não há outras opções no mercado.
As fabricantes notificaram as empresas brasileiras de que a produção de peças poderia ser interrompida em duas ou três semanas.
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