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Data centers no Brasil: veja quanto custam e onde estão
Publicado 30/11/2025 • 07:00 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 30/11/2025 • 07:00 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Data Center. Imagem: DC Studio/Freepik.
Data Center. Imagem: DC Studio/Freepik.
Data center é o termo em inglês para “centro de dados”. Trata-se de uma estrutura física para abrigar servidores e sistemas responsáveis pelo armazenamento, processamento e distribuição de dados.
Projetado para operar 24 horas por dia, ajuda instituições e plataformas a manter e otimizar suas operações na Internet. De serviços de streaming, a redes sociais, bancos e lojas virtuais, muitos serviços dependem da existência dos data centers.
Na prática, além de guardar informações, o data center garante que esses serviços tenham segurança, disponibilidade e conectividade constante.
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Um data center funciona como uma infraestrutura integrada, reunindo hardware, software e sistemas de refrigeração, energia e segurança. Nesses aspectos, cada componente tem uma função específica para manter os dados disponíveis e protegidos o tempo todo.
No que se refere às funções, os servidores são o núcleo do ambiente — ou seja, processam e armazenam informações de empresas e usuários. Em seguida, os switches e roteadores garantem a comunicação entre os equipamentos e a internet, permitindo o tráfego rápido e contínuo de dados.
Além disso, o sistema de energia é projetado para evitar interrupções. Para isso, contam com fontes redundantes, como geradores e nobreaks – que entram em ação automaticamente quando há falha na rede elétrica. Já o sistema de refrigeração mantém a temperatura controlada, impedindo o superaquecimento dos equipamentos.
Já para as questões de segurança, os Data Centers contam com barreiras físicas, monitoramento 24 horas e protocolos rígidos de acesso. Há ainda camadas de proteção digital – como firewalls e criptografia – que impedem ataques cibernéticos e vazamentos de informação.
Construir e manter um data center exige alto investimento e um planejamento cuidadoso. Segundo um estudo da Frost & Sullivan para a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), os custos variam conforme a escala, a certificação e o nível de eficiência do projeto.
Para Data Centers de Tier 3, os investimentos que podem chegar a dezenas ou até centenas de milhões de reais por unidade. Nesse aspecto, costuma ser o modelo mais procurado por provedores de nuvem e empresas de colocation – provedores que alugam espaços físicos em seus Data Centers para outras companhias.
A título de exemplo, está o investimento de R$ 542 milhões da Odata no México, para uma instalação de 32 megawatts (MW) de capacidade – equivalente a R$ 16 milhões por MW. Já a Ascenty, que anunciou cinco novos data centers no Brasil, investiu R$ 1,36 bilhão, com custo médio de R$ 11 milhões por MW.
No Brasil, o investimento para implantar um data center é fortemente concentrado em tecnologia. Quase 62% de todo o orçamento de CAPEX é direcionado à compra de equipamentos de hardware e soluções de software, elevando o custo médio de implantação para cerca de R$ 53,2 milhões por megawatt. A carga tributária também exerce grande impacto: aproximadamente 23% do valor total investido na construção acaba sendo absorvido por impostos — um montante que, por si só, seria suficiente para financiar integralmente as etapas de preparação do espaço físico e da infraestrutura de telecomunicações.
Além do alto desembolso inicial, o estudo evidencia que a manutenção de um data center também é onerosa. No OPEX, a energia elétrica aparece como o principal item de despesa, respondendo por 32% dos custos mensais. Na sequência, vêm manutenção e equipamentos, que juntos representam 58,7% dos gastos operacionais. A carga tributária continua sendo um fator significativo nessa etapa, chegando a 27,2% de todo o custo operacional, especialmente por conta de tributos incidentes sobre energia e serviços de telecom.
Com isso, o Brasil se mantém entre os países de maior custo de instalação de data centers na América Latina, ainda que a demanda cresça rapidamente. Nesse sentido, o levantamento considera um Data Center típico aqueles com 5 megawatts de capacidade energética e 714 racks, projetado com tecnologias verdes e alta densidade de servidores.
Graças a sua posição geográfica estratégica, a América Latina vê crescimento constante em seu mercado de data centers. Segundo levantamento da ABDI, o Brasil lidera a região com folga: em 2011, o país representava 58% de todo o mercado latino-americano de serviços de data center.
Enquanto isso, Chile e Colômbia têm apresentado crescimento acelerado e projeções otimistas. Entre 2012 e 2017, o setor na região cresceu, em média, 9,6% ao ano, impulsionado pela digitalização de empresas, pelo aumento do uso de software em nuvem e pela modernização das telecomunicações.
O estudo mostra que o Brasil atraiu mais da metade dos investimentos da região em infraestrutura de data centers nesse período. Isso se deve pela combinação de: mercado consumidor amplo, ecossistema tecnológico em expansão e posição geográfica estratégica.
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Ainda de acordo com o relatório da ABDI, o país tem 15 data centers de provedores de nuvem com capacidade de computação e armazenamento.
Entre eles, estão o AWS, Google Cloud Platform, IBM Cloud e Microsoft Azure, que operam regiões com três zonas de disponibilidade cada. Essas instalações estão concentradas principalmente na Região Metropolitana de São Paulo, onde há ampla conectividade e presença de grandes operadoras.
Outros provedores também investem em unidades de data center no país, como a Oracle Cloud que unidades em São Paulo e Vinhedo. Já a Tencent Cloud opera uma instalação em São Paulo.
Em geral, 93,3% desses data centers funcionam dentro de estruturas de colocation, administradas por empresas como Ascenty, Odata, Scala e Equinix. Essas empresas possuem unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e estados do nordeste.
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