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Quanto do salário mínimo é consumido pela cesta básica? Veja valores
Publicado 29/11/2025 • 16:00 | Atualizado há 11 minutos
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Publicado 29/11/2025 • 16:00 | Atualizado há 11 minutos
KEY POINTS
O peso dos alimentos essenciais voltou a crescer no orçamento das famílias brasileiras em outubro de 2025 - Foto: reprodução/Pixabay
Cresce diferença no preço da cesta básica
O peso dos alimentos essenciais voltou a crescer no orçamento das famílias brasileiras em outubro de 2025. A cesta básica ficou mais cara em 16 das 27 capitais analisadas.
Segundo a pesquisa do Conab em parceria com a DIEESE, a alta mais expressiva ocorreu em São Luís, impulsionada por um avanço de 3,11% no mês.
Os maiores valores da cesta continuam concentrados na região Sudeste e Sul. São Paulo se manteve no topo do ranking, onde o conjunto de alimentos chegou a R$ 847,14. Logo atrás vieram Florianópolis, Porto Alegre e Rio de Janeiro.
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Na outra ponta, os menores custos foram registrados no Norte e no Nordeste, que possuem composição diferenciada de produtos. Aracaju apresentou o menor valor médio, de R$ 550,18, seguida por Maceió, Salvador e Recife.
O aumento dos preços, porém, não ocorreu de maneira homogênea ao longo do ano. Entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, das 17 capitais com histórico completo, 11 registraram avanço acumulado.
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Porto Alegre liderou esse movimento com 5,08%. Já Brasília teve a redução mais intensa do período, com queda de 3,44%. No recorte dos últimos 12 meses, todas as capitais apresentaram elevação no valor da cesta, e Recife se destacou com 10,92%.
A pressão sobre o orçamento também aparece quando se compara o custo da cesta ao salário mínimo líquido. Em outubro, o trabalhador remunerado pelo piso comprometeu em média 49,29% de sua renda apenas com alimentação básica.
No mês anterior, esse percentual era levemente menor. Mesmo assim, a situação é menos grave do que a observada um ano antes, quando o comprometimento chegava a 51,72% nas capitais com série histórica.
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Com base no valor da cesta mais cara do país, o DIEESE calculou que o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter atingido R$ 7.116,83 reais em outubro. Isso representa quase cinco vezes o piso vigente de R$ 1.518,00.
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As variações dos produtos ajudam a explicar o cenário. O óleo de soja subiu em todas as capitais e foi influenciado por menor oferta interna e pela expectativa de alta do dólar.
A batata também encareceu em todas as cidades do Centro-Sul devido à desaceleração da safra de inverno. Já o arroz teve uma das quedas mais amplas do mês, com recuo em 25 capitais, reflexo de ampla disponibilidade do grão e da redução das exportações.
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O feijão apresentou comportamentos distintos. O tipo preto, colhido no Sul e no Sudeste, recuou na maior parte das cidades. Já o tipo carioca avançou em mais da metade das capitais, especialmente no Norte e Nordeste, onde a disponibilidade foi menor.
O leite registrou quedas em várias regiões, com destaque para Porto Alegre, enquanto a carne bovina de primeira ficou mais cara em 19 capitais, pressionada por oferta restrita de animais.
Em relação aos últimos 12 meses, alguns produtos chamaram atenção pela intensidade das variações. O café em pó teve altas expressivas em todas as capitais com série histórica, impulsionado por safra menor e menor disponibilidade interna.
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O tomate também acumulou forte elevação ao longo do ano, especialmente em Natal. Já a batata e o arroz apresentaram quedas generalizadas no período.
O tempo de trabalho necessário para adquirir a cesta também aumentou. Em outubro, o trabalhador precisou dedicar em média 100 horas e 19 minutos para comprar o conjunto de alimentos básicos, pouco mais do que em setembro.
Com ampliação da coleta de preços e variação entre as capitais, o monitoramento da cesta básica reforça a importância de políticas que garantam abastecimento e segurança alimentar.
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O comportamento dos alimentos essenciais e cestas básicas continuará sendo acompanhado mensalmente pelas instituições responsáveis nos próximos meses.
| Capital | Valor da cesta | Tempo de trabalho |
| São Paulo | R$ 847,14 | 122h46m |
| Florianópolis | R$ 824,57 | 119h30m |
| Porto Alegre | R$ 823,57 | 119h21m |
| Rio de Janeiro | R$ 801,37 | 116h08m |
| Cuiabá | R$ 794,77 | 115h11m |
| Campo Grande | R$ 777,28 | 112h39m |
| Curitiba | R$ 761,77 | 110h24m |
| Vitória | R$ 746,22 | 108h09m |
| Goiânia | R$ 720,57 | 104h26m |
| Brasília | R$ 717,65 | 104h00m |
| Belo Horizonte | R$ 716,53 | 103h51m |
| Palmas | R$ 695,42 | 100h47m |
| Fortaleza | R$ 686,78 | 99h32m |
| Macapá | R$ 679,09 | 98h25m |
| Boa Vista | R$ 678,95 | 98h24m |
| Belém | R$ 664,31 | 96h17m |
| Teresina | R$ 646,72 | 93h44m |
| São Luís | R$ 643,31 | 93h14m |
| Manaus | R$ 633,25 | 91h47m |
| Rio Branco | R$ 631,08 | 91h28m |
| Porto Velho | R$ 618,86 | 89h41m |
| Natal | R$ 612,18 | 88h43m |
| João Pessoa | R$ 609,94 | 88h24m |
| Recife | R$ 608,03 | 88h07m |
| Salvador | R$ 606,39 | 87h53m |
| Maceió | R$ 592,25 | 85h50m |
| Aracaju | R$ 550,18 | 79h44m |
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