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EXCLUSIVO: escândalos em empresas listadas ampliam riscos ao investidor e pressionam governança
Publicado 29/11/2025 • 22:01 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 29/11/2025 • 22:01 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A semana registrou dois episódios que movimentaram o mercado acionário e reacenderam discussões sobre governança corporativa no Brasil. A Hapvida sofreu uma queda de 42% em um único pregão, o pior desempenho desde sua estreia na Bolsa de Valores, em 2018. Já o Grupo Mateus anunciou um erro contábil que gerou diferença de R$ 1,1 bilhão nos estoques do balanço de 2023, levando a revisões e a impactos diretos no preço das ações.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Guilherme Folchini, sócio fundador e consultor da API Capital, afirma que a Hapvida atravessa o período mais sensível desde o IPO. O consultor destaca que a queda quase imediata no pregão não decorre apenas dos números divulgados, mas também de expectativas previamente criadas pela própria empresa.
Ele afirmou que a companhia passou por “um fato extremamente raro no mercado, que é uma queda de quase 50% em um único dia” e que esse desempenho afeta não apenas resultados, mas a credibilidade, já que o mercado acompanha o guidance e ajusta suas projeções.
Segundo o especialista, três fatores pesam sobre o desempenho da operadora: o avanço da judicialização, a perda de beneficiários devido à qualidade do atendimento e o aumento dos custos médicos. Ele também citou que a fusão com a Intermédica não tem gerado o ganho de participação esperado.
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“Não vai ser um trimestre positivo que vai conseguir recuperar a reputação da empresa. Ela vai ter que entregar alguns trimestres com resultados sólidos para, aí sim, o investidor institucional e o investidor de varejo voltarem a ter confiança para colocar seu patrimônio, seu dinheiro, nas ações da Hapvida”, destacou.
Ao ser questionado sobre possíveis impactos no setor como um todo, o consultor afirma que não enxerga risco de contaminação, mas reconhece que a operação em saúde suplementar é complexa e enfrenta custos crescentes.
Ele recomendou cautela ao investidor individual e afirmou que “o investidor pessoa física, ele acaba sendo muitas vezes vítima. Porque ele é o último a saber”. Para reduzir riscos, defendeu a delegação das decisões a gestores profissionais ou investimentos por meio de índices.
No caso do Grupo Mateus, Folchini avalia que a empresa apresentou um erro contábil relevante no custo das mercadorias vendidas, indicador central para varejistas. Apesar da gravidade, ele destaca que a revisão demonstra disposição em corrigir dados e reforçar transparência.
O consultor classificou o caso como algo complexo de explicar, mas afirmou que a correção indica “boa-fé”. Segundo sua análise, a reação do mercado foi significativa, mas dentro de um padrão observado em empresas brasileiras listadas.
Folchini afirma que o episódio exige atenção por envolver uma companhia de grande porte e estrutura robusta, mas destaca que a revisão dos números, ainda que tardia, é um movimento necessário para restabelecer alinhamento com o mercado.
O consultor reforçou que episódios como os de Hapvida e Grupo Mateus ampliam a importância de diversificação e de evitar posições concentradas em ações individuais. Ele ressaltou que movimentos bruscos são frequentes e que a informação chega ao investidor comum com atraso, aumentando o risco.
Folchini concluiu que as crises recentes evidenciam a necessidade de governança mais estruturada e de comunicação clara com o mercado, sobretudo em setores sensíveis e com custos crescentes.
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