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Para mercado, inflação dos alimentos terá maior peso em 2026

Publicado 30/11/2025 • 15:10 | Atualizado há 14 minutos

KEY POINTS

  • A alimentação no domicílio ajudou a aliviar o IPCA em 2025, mas analistas não esperam repetição desse movimento no próximo ano.
  • Carne bovina, frutas, leite e óleos voltam ao radar de pressão nos preços, segundo economistas consultados pelo mercado.
  • Projeções indicam que 2026 deve ter uma dinâmica menos favorável para alimentos, com impacto no comportamento do IPCA.
inflação dos alimentos

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Após encerrar 2024 com alta de 8,2%, a alimentação no domicílio teve contribuição importante para a desinflação ao longo de 2025. O IPCA deve fechar o ano ligeiramente abaixo do teto da meta, e o comportamento dos preços dos alimentos foi um dos fatores que ajudaram esse resultado. Para 2026, porém, economistas avaliam que o quadro será diferente e que a inflação dos alimentos deve voltar a ganhar peso.

Em 2025 até outubro, a alimentação no domicílio acumulou alta de 4,53%, influenciada por safras favoráveis, apreciação cambial, queda de commodities e maior oferta interna de proteínas. O período registrou cinco meses seguidos de recuos no subgrupo do IPCA, movimento considerado atípico pelos especialistas.

Inflação dos alimentos: dinâmica deve mudar em 2026

Economistas observam que a inflação dos alimentos não deve contar no próximo ano com os mesmos elementos que suavizaram a pressão em 2025. A carne bovina é apontada como o principal vetor de mudança. Segundo João Fernandes, da Quantitas, a dinâmica do boi gordo foi decisiva para revisões para baixo ao longo de 2025, mas o ciclo deve perder força em 2026.

Fernandes explica que a esperada redução no abate de fêmeas não ocorreu no segundo semestre de 2025, o que adiou previsões de alta mais forte para a carne bovina. A expectativa agora é que essa inflexão aconteça ao longo do primeiro semestre de 2026. A Quantitas revisou sua projeção para a alimentação no domicílio no próximo ano de 5,5% para 4,9%.

Fabio Romão, da 4intelligence, também vê um ambiente menos favorável. Ele lembra que, no início de 2025, as projeções para o subgrupo apontavam alta de 7%, estimativa hoje rebaixada para algo entre 2,5% e 3%. Para ele, parte do alívio veio de uma apreciação cambial que não deve se repetir em 2026.

Carne bovina e itens básicos entram no radar

Romão estima que as carnes, que subiram 20,8% em 2024 e devem desacelerar para 1,7% em 2025, voltem a avançar perto de 6,9% em 2026. Itens como frutas, leite, derivados, óleos e gorduras também são apontados como potenciais fontes de pressão no índice.

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A estrategista de inflação da Warren Investimentos, Andrea Angelo, destaca que o recuo de alimentos in natura e semielaborados ajudou a conter o IPCA em 2025. Para 2026, porém, ela projeta alta de 6% para a alimentação no domicílio. “Com preços muito baixos de itens como arroz, feijão e leite, é pouco provável que esse comportamento se mantenha por dois anos seguidos”, afirma.

Segundo Angelo, a taxa de câmbio prevista pela Warren — R$ 5,40 tanto em 2025 quanto em 2026 — não deve ser o principal fator de pressão no próximo ano. O ponto central, diz ela, será mesmo a trajetória dos alimentos, reforçando a percepção de que a inflação dos alimentos terá impacto maior no IPCA.

Um ano atípico deve ser seguido de normalização

Economistas concordam que 2025 foi um ano fora da curva, com quedas consecutivas do subgrupo e surpresas baixistas persistentes. João Fernandes resume esse movimento ao dizer que o mercado esperava algum repique ao longo dos meses de queda, mas a reação demorou a aparecer.

O consenso entre os analistas é que 2026 tende a marcar um retorno ao padrão histórico, com a inflação dos alimentos voltando a influenciar de forma mais significativa o IPCA, embora sem riscos imediatos de descontrole inflacionário.

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