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Carlo Pereira: Minerais Críticos são a geopolítica do século XXI
Publicado 10/12/2025 • 21:18 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 10/12/2025 • 21:18 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o projeto de lei (PL) que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, prevendo que 80% das terras raras extraídas no Brasil sejam processadas internamente, visando agregar valor à produção.
Sobre o avanço desse projeto e o crescente interesse global no setor, Carlo Pereira, especialista em Sustentabilidade e comentarista do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, definiu o tema dos minerais críticos como a geopolítica do século XXI: “O que o petróleo foi no século XX, minerais críticos é para o século XXI. É o ponto número um da agenda China e Estados Unidos”.
De acordo com ele, o PL brasileiro visa dar uma resposta a essa disputa, garantindo a cadeia de suprimentos e definindo o que, para o Brasil, são minerais críticos e estratégicos.
A legislação é vista como essencial para o país, pois busca garantir segurança jurídica e melhorar o licenciamento ambiental do setor, além de evitar que o Brasil seja apenas um exportador de matéria-prima.
“Esse projeto é muito importante, ele é essencial para que o Brasil ande de maneira adequada na direção de se ter uma política nacional. A gente tem que ter uma segurança jurídica com relação à mineração. Outro ponto fundamental é a gente conseguir agregar valor e não ser apenas um exportador de minérios”, afirmou Carlo.
A busca por garantir a cadeia de suprimentos (supply chain), intensificada pela experiência da pandemia, impulsionou uma onda de negociações, fusões e aquisições no setor, com chineses “comprando tudo de todo mundo”, segundo Pereira. O interesse estrangeiro no Brasil é altíssimo, vindo de blocos econômicos e países como União Europeia e Arábia Saudita.
Carlo disse: “Todos os países, blocos econômicos, eles estão se movimentando para tentarem garantir sua cadeia de suprimentos. Então, os chineses estão comprando tudo de todo mundo e não está sendo diferente aqui no Brasil. A mineração voltou para o centro da discussão como uma pauta geopolítica importante”.
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A influência externa se manifesta em parcerias que buscam garantir parte da produção no país de origem do investimento. A Arábia Saudita, por exemplo, busca ativamente garantir a participação na cadeia global: “A União Europeia veio ao Brasil para falar de minerais críticos porque eles acabaram de lançar uma nova lei. A Arábia Saudita também está comprando e querendo garantir parte da produção no seu próprio país. Eles falam que não querem ser o caixa eletrônico do mundo. Eles querem parcerias”.
O novo PL é visto como um passo importante para que o Brasil consiga se posicionar como um player global que não apenas extrai, mas também processa minérios, aumentando o valor agregado e a capacidade tecnológica nacional: “Temos que agregar valor. Para as nossas comunidades, a gente tem que agregar valor para o nosso país e não, certamente, exportar pedra”.
O especialista citou a presença brasileira em grandes eventos internacionais, como o Future Minerals Forum na Arábia Saudita, como prova da mobilização do governo e de investidores: “O Brasil teve uma presença já importante. Tem uma mobilização muito grande de governo, de empresas, de investidores para levar a mineração do Brasil para lá. A gente tem que mostrar que a gente tem não só mineração, mas capacidade tecnológica de produzir o que é necessário ser produzido com esses minerais”.
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