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Caso Master-BRB: veja quem já foi ouvido e quem depõe hoje (27) à Polícia Federal
Publicado 26/01/2026 • 20:56 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 26/01/2026 • 20:56 | Atualizado há 9 meses
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A investigação que apura suspeitas de irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB) está, agora, em uma fase decisiva. Após prisões, liquidações determinadas pelo Banco Central e disputas sobre a condução do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal avança para a etapa de coleta de depoimentos.
Desde segunda-feira (26), a PF começou a ouvir oito investigados no caso. Quatro depoimentos estão previstos para esta terça-feira (27). As oitivas ocorrem por videoconferência ou presencialmente no Supremo Tribunal Federal (STF), entre 8h e 16h, por determinação do relator do inquérito, o ministro Dias Toffoli.
O primeiro a prestar depoimento foi Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB. Ele respondeu às perguntas dos investigadores, mas o teor das declarações não foi divulgado por conta do sigilo processual.
Na sequência, empresários ligados ao conglomerado do Banco Master e executivos da instituição também foram chamados. Um deles, Alberto Felix de Oliveira, superintendente executivo de Tesouraria do banco, optou por permanecer em silêncio, amparado pelo direito constitucional de não produzir prova contra si.
Também estavam previstos os depoimentos de André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ex-funcionário do Banco Master e diretor da Tirreno, e de Henrique Souza e Silva Peretto, proprietário formal da empresa. No entanto, as oitivas foram adiadas.
Leia também: Polícia Federal diz que inquérito do Banco Master segue regularidade e STF discute código de ética
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Siga o Times | CNBCDeflagrada em novembro, a Operação Compliance Zero levou à prisão do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e ocorre em um contexto marcado por decisões do Banco Central, que determinaram liquidações, além de disputas sobre a condução do inquérito no STF.
Com o avanço das investigações, a PF concentra agora esforços na coleta de depoimentos para esclarecer as operações sob suspeita.
O inquérito apura possíveis irregularidades na negociação de carteiras de crédito entre o BRB e o Banco Master, com indícios de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
O caso tramita no STF devido à existência de um investigado com prerrogativa de foro, que seria um deputado federal. Até o momento, no entanto, as suspeitas de envolvimento do parlamentar não foram confirmadas.
Inicialmente, os investigadores pretendiam distribuir os depoimentos até fevereiro, mas o cronograma foi alterado por ordem de Toffoli para concentrar as oitivas em dois dias. A expectativa da PF é aprofundar as apurações sobre a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras falsas de crédito ao BRB e sobre uma estrutura paralela de ativos inflados que teria elevado artificialmente o patrimônio do Master em operações com a gestora Reag DTVM, somando outros R$ 11,5 bilhões.
Leia também: Banco Master: Vorcaro, Lula e o contrato milionário com o escritório de Lewandowski
A condução do caso tem sido marcada por embates. O ministro determinou que celulares apreendidos ficassem acautelados na PGR, restringindo o acesso direto da PF. O diretor-geral da corporação, Andrei Passos Rodrigues, afirmou que o inquérito tramita em “absoluta regularidade”, embora agentes vejam as decisões como interferência.
A primeira fase da operação prendeu Daniel Vorcaro em 17 de novembro, um dia antes de o BC decretar a liquidação do Banco Master. Ele é acusado de liderar o esquema de créditos fictícios, mas foi solto. Recentemente, o órgão regulador também decretou a liquidação da CBSF (ex-Reag Trust), no dia 15 de janeiro, e do Will Bank, na última quarta-feira (21).
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