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Ciências e Saúde

Fabricantes de Mounjaro e Ozempic vão lançar comprimidos para emagrecer em 2026

Publicado 16/12/2025 • 18:55 | Atualizado há 1 mês

KEY POINTS

  • Novo Nordisk e Eli Lilly, fabricantes de Ozempic e Mounjaro, preparam versões em comprimido de seus medicamentos contra obesidade, com lançamento previsto para 2026
  • O formato oral deve ampliar o acesso ao tratamento, especialmente entre pacientes que evitam injeções ou buscam opções mais práticas e potencialmente mais baratas
  • Analistas estimam que os comprimidos podem conquistar quase um quarto do mercado global de medicamentos para emagrecimento até 2030, hoje avaliado em cerca de US$ 95 bilhões
Mounjaro.

Foto: REUTERS/George Frey/Foto de arquivo

Medicamento Mounjaro

Os medicamentos orais de GLP-1 para tratamento da obesidade estão mais próximos do mercado do que nunca, e 2026 deve ser o ano em que os primeiros comprimidos devem chegar aos pacientes dos Estados Unidos. As apostas são da Novo Nordisk e da Eli Lilly, líderes globais no segmento, atualmente dominado por injeções semanais.

Para parte dos pacientes, os comprimidos podem representar uma alternativa mais prática — e, em alguns casos, mais barata — do que os medicamentos injetáveis que transformaram o mercado de tratamento da obesidade nos últimos anos.

As farmacêuticas avaliam que o formato oral pode ampliar o alcance do tratamento, o que inclui pessoas que evitam agulhas ou que não utilizam os medicamentos por não considerarem sua condição grave o suficiente.

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Especialistas destacam que os comprimidos não devem ser mais eficazes do que as injeções semanais já disponíveis. Ainda assim, a ampliação das opções terapêuticas é vista como um avanço importante, especialmente após os problemas de oferta enfrentados nos últimos anos com os medicamentos injetáveis.

Em nota divulgada em agosto, analistas do Goldman Sachs estimaram que os comprimidos devem responder por 24% do mercado global de medicamentos para perda de peso em 2030, o equivalente a cerca de US$ 22 bilhões, dentro de um mercado total projetado em US$ 95 bilhões.

Quem chega primeiro

A Novo Nordisk pode sair na frente. A farmacêutica dinamarquesa espera obter até o fim deste ano a aprovação do seu GLP-1 oral à base de semaglutida. Com isso, o medicamento, que será vendido como Wegovy em comprimido, pode chegar ao mercado já no início de 2026.

A Eli Lilly, por sua vez, ainda não entrou formalmente com o pedido de aprovação do seu GLP-1 oral, o orforglipron, mas planeja fazê-lo até o fim do ano. Em novembro, o Food and Drug Administration (FDA) concedeu ao medicamento um voucher de revisão prioritária, o que pode acelerar o processo de análise. A expectativa é que o comprimido também chegue ao mercado ao longo de 2026.

Nenhuma das empresas divulgou os preços oficiais dos comprimidos, mas ambas já sinalizaram que pretendem oferecer descontos aos pacientes. Em acordos recentes, as farmacêuticas informaram que as doses iniciais poderão custar US$ 149 por mês para quem adquirir o medicamento por meio da plataforma direta ao consumidor TrumpRx, que será lançada em janeiro.

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O valor é significativamente inferior ao preço de tabela atual das injeções, como Wegovy e Zepbound, que gira em torno de US$ 1.000 por mês, antes da cobertura por planos de saúde.

Eficácia e disputa pelo mercado

A comparação direta entre os dois comprimidos é limitada, já que os estudos clínicos foram realizados com metodologias e amostras diferentes. O estudo da Eli Lilly acompanhou cerca de 3.000 pacientes, enquanto o da Novo Nordisk analisou aproximadamente 300.

Ainda assim, dados disponíveis indicam que a semaglutida oral da Novo Nordisk pode apresentar uma perda de peso média maior. Em testes, a dose de 25 mg levou a uma redução de até 16,6% do peso corporal em 64 semanas, enquanto o comprimido da Eli Lilly resultou em perda média de 12,4% em 72 semanas na dose mais alta.

Mesmo com essa diferença, analistas não acreditam que a eficácia ligeiramente menor da Eli Lilly será um obstáculo relevante para a adoção do medicamento.

Segundo o Goldman Sachs, a expectativa é que o comprimido da Eli Lilly concentre cerca de 60% do segmento de medicamentos orais diários em 2030, enquanto a Novo Nordisk ficaria com 21%. O restante deve ser dividido entre novos concorrentes.

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Outras farmacêuticas também avançam no desenvolvimento de comprimidos contra obesidade, incluindo Viking Therapeutics, Structure Therapeutics, AstraZeneca, Roche e Pfizer. Novos dados clínicos desses medicamentos experimentais devem ser divulgados ao longo de 2026, ampliando ainda mais a disputa em um dos mercados mais aquecidos da indústria farmacêutica global.

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