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Efeito Mounjaro: Eli Lilly se torna primeira empresa de saúde a valer US$ 1 trilhão
Publicado 21/11/2025 • 13:37 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 21/11/2025 • 13:37 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Scott Olson | Getty Images
A Eli Lilly atingiu nesta sexta-feira (21) o valor de US$ 1 trilhão em capitalização de mercado, tornando-se a primeira empresa de saúde no mundo a entrar no seleto grupo dominado até agora por gigantes de tecnologia. A ação chegou a superar o patamar trilionário no início do pregão antes de recuar levemente, sendo negociada na faixa de US$ 1.048.
A empresa acumula alta de mais de 36% em 2025, impulsionada pela demanda recorde por seus remédios Mounjaro (diabetes) e Zepbound (obesidade), que transformaram o setor de medicamentos metabólicos e reposicionaram a companhia como líder global no mercado de GLP-1.
Os dois medicamentos se tornaram motores de receita para a empresa. No terceiro trimestre, a Lilly reportou:
A demanda deve continuar crescendo à medida que novas aprovações regulatórias ampliem o uso dos medicamentos e mais seguradoras passem a cobrir os tratamentos. A companhia também prepara uma versão oral dos remédios para chegar ao mercado no próximo ano, o que pode aumentar ainda mais a adesão dos pacientes.
Analistas projetam que o mercado global de medicamentos para perda de peso pode ultrapassar US$ 150 bilhões até o início da década de 2030, com Eli Lilly e Novo Nordisk dominando o setor.
Apesar da vantagem atual da Lilly, a Novo Nordisk — fabricante de Ozempic e Wegovy — segue como rival direta. A empresa dinamarquesa enfrentou desafios recentes, mas continua ampliando capacidade de produção e pipeline.
O setor também viu a entrada agressiva da Pfizer, que venceu uma disputa de US$ 10 bilhões contra a própria Novo Nordisk para adquirir a Metsera, desenvolvedora de medicamentos para obesidade.
Fundada em 1876 pelo farmacêutico e ex-veterano da Guerra Civil Eli Lilly, a companhia tem uma longa história no desenvolvimento de tratamentos essenciais. Foi responsável pelo primeiro insulina comercial do mundo (1923), pelo lançamento do antidepressivo Prozac e por versões iniciais da vacina contra poliomielite.
A empresa tornou-se listada em bolsa em 1952 e, por décadas, sustentou crescimento com portfólio diversificado de medicamentos.
A virada definitiva veio em maio de 2022, quando o FDA aprovou o uso de tirzepatida — ingrediente ativo de Mounjaro — para diabetes. O remédio começou a disputar espaço com o Ozempic e rapidamente alcançou status de “blockbuster”, superando US$ 1 bilhão em vendas anuais em seu primeiro ano cheio.
A partir daí, a tirzepatida ganhou nova indicação como tratamento para obesidade, sob o nome comercial Zepbound, ampliando a vantagem competitiva da Lilly em relação aos concorrentes.
Enquanto Ozempic e Wegovy usam apenas GLP-1 como mecanismo hormonal, a tirzepatida atua também sobre o GIP, aumentando a eficácia metabólica:
Essa combinação explica a eficácia superior observada nos estudos clínicos e reforça o apetite dos investidores pela expansão da categoria.
O ingresso da Eli Lilly no clube do US$ 1 trilhão ocorre em um momento de transformação profunda na medicina metabólica. O avanço dos medicamentos para obesidade e diabetes tem remodelado expectativas, atraído investidores e deslocado o foco do setor para terapias de longo prazo com forte potencial de receita.
Com novas formulações a caminho e competição crescente, analistas acreditam que a próxima década será marcada por forte expansão, consolidação e disputas bilionárias entre as grandes farmacêuticas.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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