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Quem é o ‘filho gastão’? Herdeiro de Silvio Tini citado em ação judicial feito pelo bilionário
Publicado 22/12/2025 • 15:36 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 22/12/2025 • 15:36 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Herdeiro de Silvio Tini citado em ação judicial feita pelo bilionário
Uma nova disputa familiar está ganhando os holofotes do mercado financeiro. Isso porque o bilionário Silvio Tini, 79, precisou frear seu ‘filho gastão’, João Araújo, de 44 anos.
Silvio Tini compõe o quadro de acionistas de grandes empresas, como Alpargatas e Gerdau. Além disso, é uma das pessoas mais ricas do Brasil, com uma fortuna estimada em cerca de R$ 4 bilhões, segundo a revista Forbes. Embora seja bilionário, Tini afirma que João estava gastando dinheiro descontroladamente. Sendo assim, pai e filho só se comunicam por intermédio de advogados há mais de sete anos.
Nesse sentido, João Araújo é acusado de ‘sumir’ com cerca de R$ 3 bilhões em apenas dois anos. Em geral, os gastos de João vêm de compras de mansões, carros de luxo e obras de arte. Paralelamente, a mineradora Buritirama faliu em 2023, devido ao acúmulo de dívidas que chegaram a R$ 1,4 bilhão.
Na ação, é descrito que os gastos são decorrentes de um ‘estado de mania’, quadro comum do Transtorno Bipolar (TB). No entanto, conforme apuração do UOL, o diagnóstico foi feito sem a participação de João, prática considerada antiética – segundo os artigos 37 e 92 do Código de Ética Médica, bem como a Lei do Ato Médico (Lei 12.842/2013) e outras diretrizes.
João Araújo estudou engenharia na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo (SP). Atualmente com 44 anos, o ‘filho gastão’ recebeu um laudo psiquiátrico feito sem ele. Nesse sentido, pouco é esclarecido, mas aparecem nos processos relatos sobre experiências de trabalho nos quais, João sofreu bullying e foi ameaçado de morte.
Posteriormente, quando foi estagiar na Buritirama, o pai via o filho como uma pessoa dinâmica e confiável. Contudo, não demorou muito até que Araújo começasse a fazer negócios sem a autorização de Silvio Tini, o que fez o herdeiro contrair diversas dívidas.
João foi contratado como estagiário e, em seguida, foi integrado ao quadro societário, recebendo como doação uma participação equivalente a 10% do capital da companhia. No embate judicial, o pai afirma que a ruptura definitiva ocorreu após ele se recusar a concordar com a compra de um avião maior àquela que o grupo já utilizava.
No fim de 2018, em um processo descrito pelo pai como uma antecipação de herança, Tini transferiu a empresa ao filho João Araújo, que abriu mão de participação em outros negócios da família. Entretanto, o pai afirma que só fez isso porque temia que o filho cometesse suicídio. Mesmo assim, levou apenas dois anos para que João quebrasse uma empresa com forte geração de caixa. Além disso, ele distribuiu para si mesmo R$ 401 milhões em dividendos.
Antes da empresa falir em 2023, Araújo queria que a empresa saísse do patamar de 3.500 funcionários para 100 mil, com a ajuda de empréstimos de bancos como: Votorantim, Citi Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, BV e Fibra. Em paralelo, também comprou terras e mineradoras.
Em suma, ‘o filho gastão’ comprou de tudo um pouco. No inventário, havia:
Ademais, foram R$ 209 milhões gastos apenas com imóveis em dois anos. Por fim, vale destacar também que o ‘filho gastão’ comprou o portal Glamurama e a Revista Poder, fundados pela jornalista Joyce Pascowitch. No entanto, como João Araújo não pagou o que foi combinado, o veículo não conseguiu pagar seus funcionários.
Leia também: Mineradora Buritirama: disputa bilionária tem novo capítulo; defesa diz que herdeiro é único dono
Em contato com o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, fontes ligadas a defesa de João José de Oliveira Araújo afirmaram que não há provas dos valores de gastos e dívidas atribuídos a ele no litígio relacionado à mineradora Buritirama. Segundo essas fontes, são falsas as acusações sobre sua atuação como empresário e investidor, cabendo à parte acusadora apresentar provas.
A informação repassada traz ainda que nunca houve inventário ou antecipação de herança por parte de Silvio Tini, e que o único contato entre pai e filho fora do processo judicial ocorreu no âmbito do contrato de venda da Buritirama. Como o processo tramita em segredo de Justiça, não foi possível divulgar detalhes financeiros, mas João José também não teria adquirido dezenas de carros de luxo, iates ou mansões, segundo as fontes ligadas ao empresário. Os valores atribuídos pela acusação como dívida seriam cerca de um terço do divulgado.
Outro ponto rebatido é o pedido de interdição. A informação recebida pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC é de que cinco tentativas já foram negadas pela Justiça, o que demonstraria que João José está em plena capacidade mental. Foram contestadas também as críticas à distribuição de dividendos, já que sendo o João José o único dono, ele não teria obrigação de reparti-los.
Sobre a transferência das ações da mineradora, Silvio Tini não teria assinado o documento de cessão total, mas João José teria posse de contrato particular e comprovantes de compra das ações de familiares, mantendo-se como único proprietário da empresa.
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