Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Drinks sem álcool redefinem a temporada de festas
Publicado 26/12/2025 • 20:47 | Atualizado há 3 meses
Petróleo Brent sobe 7% com escalada de Trump contra o Irã e bloqueio no Estreito de Ormuz
Como o Irã transformou uma pequena ilha em um “pedágio” do petróleo e reforçou seu pode sobre a energia global
Ameaça de Trump de atingir o Irã “com força extrema” abala ações, títulos e petróleo
Artemis II marca nova corrida espacial e deve ampliar impacto econômico da tecnologia, diz especialista
SpaceX faz pedido confidencial de IPO, preparando terreno para oferta recorde
Publicado 26/12/2025 • 20:47 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Por muito tempo, brindar foi sinônimo de álcool. Agora, esse roteiro começa a ser reescrito. Em meio a festas, confraternizações e agendas sociais cada vez mais intensas, as bebidas sem álcool deixam de ser coadjuvantes e passam a ocupar o centro da mesa, não como substitutas “sem graça”, mas como protagonistas de um novo jeito de socializar.
Essa transformação acompanha uma mudança cultural mais ampla. De acordo com o Whole Foods Market, uma das grandes tendências alimentares para 2026 são os drinks funcionais: bebidas que oferecem algo além do sabor. Entram em cena ingredientes como plantas adaptógenas, cogumelos funcionais, prebióticos e fórmulas que prometem foco, calmaria, energia ou suporte à imunidade.
Ou seja, o copo deixa de ser apenas celebração e passa a carregar intenção.
O movimento ganha ainda mais força quando nomes de peso ajudam a pavimentar esse caminho. Celebridades como Katy Perry, Blake Lively e Bella Hadid investem em marcas e projetos ligados ao universo dos drinks sem álcool, legitimando o setor e ampliando seu alcance global.
Leia mais:
Mercado ilegal de bebidas alcoólicas movimenta R$ 88 bilhões no Brasil em 2024
Brasil registra 46 casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas
No Brasil, a tendência ganha sotaque próprio e ingredientes locais. A KIRO, criada em 2017 por Roberto Meirelles, se posicionou desde o início como uma bebida não alcoólica voltada para adultos, resgatando o switchel, bebida milenar à base de vinagre de maçã e gengibre, reinterpretada com ingredientes brasileiros. Já a paulistana LUCIA, criada pelas influenciadoras Bertha Jucá e Victória Linhares, aposta em plantas adaptógenas como artemísia, jambu e gengibre, prometendo sensações de relaxamento e vivacidade.
Esses exemplos deixam claro que a tendência vai além da ausência de álcool. Trata-se de
experiência, repertório e sofisticação.
Nos bares e supermercados, o chamado “gole da vez” confirma essa virada: de gim e cerveja sem álcool a água de coco proteica, vinhos rosés sem álcool, chás gaseificados e destilados botânicos zero álcool, as prateleiras refletem um novo comportamento de consumo.
Grupos de corrida, festas diurnas e encontros que não giram em torno da embriaguez reforçam os sinais de uma mudança estrutural, ainda em curso, mas cada vez mais visível. Ao que tudo indica, não se trata de uma moda passageira e tampouco de um manifesto contra o álcool.
Leia mais:
Crise hídrica na Índia pressiona operações de gigantes globais de bebidas
Metanol: sete em cada dez brasileiros têm medo de consumir bebida adulterada
Trata-se de ampliar o repertório.
De escolher como, quando e com o quê brindar.
E talvez seja exatamente isso que redefine a temporada de festas.
Alguns lançamentos brasileiros:
Drink Lucia — aperitivo não alcoólico
KIRO — bebida funcional à base de switchel
Água de coco proteica — Moving
Cerveja sem álcool Maracuvaia
Catharina Sour — Luci
Vinho rosé sem álcool — Natureo
Chá gaseificado de mate e guaraná — Puro Verde
Gin sem álcool — Bothanical
Mais lidas
1
SpaceX faz pedido confidencial de IPO, preparando terreno para oferta recorde
2
Ingressos da Copa do Mundo: fase final será por ordem de chegada; veja quando começa a venda
3
Subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel entra em vigor nesta semana, após acordo sobre corte de ICMS
4
Vazamento na Anthropic expõe as entranhas do Claude Code e serviços ainda não lançados ao público; veja
5
OpenClaw: tudo o que você precisa saber mas tinha vergonha de perguntar (parte 1)