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2026 exige que investidor “pise em ovos”: mercado vai focar em cenário fiscal e política monetária
Publicado 02/01/2026 • 21:29 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 02/01/2026 • 21:29 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
O mercado financeiro iniciou 2026 com um tom de cautela e baixa liquidez, refletindo um cenário de transição após o rali de valorização observado no ano anterior.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o economista-chefe de negócios da MA7, Vinícius Prado, analisou o primeiro pregão do ano, destacando que, embora a Bolsa tenha terminado 2025 com uma alta expressiva de 34%, o novo ciclo exige que o investidor “pise em ovos” devido à volatilidade eleitoral e às incertezas externas.
Após saltar dos 130 mil para os 160 mil pontos em 2025, o Ibovespa B3 começou o primeiro dia de negócios em queda de aproximadamente 0,4%. Segundo Prado, papéis específicos como os da Petrobras e de frigoríficos (como a Minerva) sentiram o peso de notícias geopolíticas e barreiras comerciais no exterior. Enquanto a estatal foi afetada por rumores de acordos entre Rússia e Ucrânia, o setor de carnes reagiu a novas tarifas e cotas impostas pela China.
“Em 2025, a Bolsa estava muito descontada e vimos um mar de oportunidades que levou o índice aos 160 mil pontos. Agora, em 2026, o cenário é outro. O patamar está alto e não vejo um crescimento na mesma magnitude. Teremos um ano de muita volatilidade, não só pelo fator eleitoral interno, mas também porque o exterior não tem colaborado com notícias positivas. É um momento de extrema cautela para a tomada de decisão em qualquer âmbito de investimento”, explicou o especialista.
Apesar da queda na Bolsa, o dólar encerrou o primeiro dia do ano em baixa, cotado na casa dos R$ 5,40. Esse movimento, no entanto, não é lido como uma ausência de risco, mas sim como resultado da entrada de capital estrangeiro. Com o Brasil mantendo a segunda maior taxa de juros do mundo, o investidor internacional tem buscado o país para “pagar o risco” diante de problemas estruturais em economias centrais, como o shutdown nos Estados Unidos.
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“O dólar diminuiu porque houve entrada de divisas do exterior. O investidor estrangeiro, vendo problemas financeiros e estruturais nos EUA, como o recente shutdown, busca países que paguem um prêmio maior. Como o Brasil oferece uma das maiores taxas de juros globais, ele acaba sendo o destino escolhido. No entanto, prever o dólar é um desafio constante; começamos 2025 projetando 5,60 e terminamos o ano em 5,40, mostrando como o fluxo pode mudar rapidamente”, disse Vínicius.
Um ponto crucial levantado na análise é o descompasso entre o investidor estrangeiro e o brasileiro. Enquanto o capital externo entra na Bolsa buscando rentabilidade em papéis como Petrobras, o investidor residente (pessoa física e jurídica) permanece reticente, preferindo a segurança da Renda Fixa devido à manutenção da taxa Selic em patamares elevados.
De acordo com o economista, “com a taxa de juros ainda alta, continua fazendo muito sentido para o correntista deixar o dinheiro na renda fixa. Sem uma sinalização clara de queda nos juros, a migração para a renda variável será lenta e focada apenas em oportunidades muito estáveis. O foco total do mercado neste primeiro semestre estará no tripé: déficit fiscal, política monetária e o desenrolar das eleições“.
Para Prado, o sucesso dos investimentos em 2026 dependerá da percepção de controle sobre o déficit público, a condução da Selic e a estabilidade institucional durante o processo eleitoral. Ele reforça que qualquer decisão política equivocada pode alterar drasticamente o rumo do crédito e dos investimentos no país.
“Estamos passando por um grande caminho de ‘pisar em ovos’. Qualquer decisão pode mudar o rumo da Bolsa e da tomada de crédito. Se 2025 foi conturbado, 2026 mostra, já nestes primeiros dias, que exigirá ainda mais cuidado, pois os problemas externos agora se somam às nossas questões fiscais internas de forma mais aguda”, concluiu Prado.
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