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Conselho de Segurança da ONU vai debater situação na Venezuela em reunião extraordinária
Publicado 04/01/2026 • 14:08 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 04/01/2026 • 14:08 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Juan Barreto/AFP
Uma mulher caminha em frente ao prédio que abriga os escritórios das Nações Unidas em Caracas, em 16 de dezembro de 2025.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) se reunirá de forma extraordinária na segunda-feira (5), às 12h (horário de Brasília), para debater a situação da Venezuela após a operação dos Estados Unidos que resultou na queda de Nicolás Maduro.
O encontro foi solicitado pela Colômbia, com apoio de Rússia e China, e o Brasil deve participar.
O horário da reunião consta na agenda do CSNU sob o título “Ameaças à paz e segurança internacionais“. É o país presidente do Conselho que define o cronograma do órgão, que atualmente é a Somália. Um diplomata brasileiro observa, na condição de anonimato, que mudanças de horário podem ocorrer e que é normal.
A reunião de segunda-feira reunirá representantes dos 15 membros e será transmitida pela TV da ONU. Órgão máximo de decisão, o CSNU é composto por 15 países, sendo cinco deles com assento permanente e dez com vagas rotativas.
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Os membros permanentes são China, EUA, França, Reino Unido e Rússia; todos têm poder de veto.
A ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, afirmou no sábado (3) que o Brasil vai participar da reunião extraordinária do Conselho de Segurança para debater a situação da Venezuela.
Por sua vez, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, afirmou estar “profundamente alarmado” com a ação militar dos EUA na Venezuela. Segundo ele, independentemente da situação no país, tais acontecimentos constituem um “precedente perigoso“.
No fim de 2025, o órgão de segurança máxima da ONU se reuniu duas vezes, entre outubro e dezembro, em razão das crescentes tensões entre os EUA e a Venezuela.
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