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‘O novo petróleo’: corrida por I.A. acelera pesquisas por fusão nuclear
Publicado 19/04/2026 • 08:52 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 19/04/2026 • 08:52 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Rolls-Royce SMR foi selecionada como a tecnologia escolhida no concurso de pequenos reatores modulares (SMRs) da Great British Nuclear (GBN).
A corrida nuclear não acontece somente no uso bélico ou militar, ela está mais quente do que nunca e tem outro ator por trás disso, a Inteligência Artificial. Diante da explosão de demana energética para alimentar os datacenters gigantes, Meta, Amazon, Microsoft e outras gigantes do setor de tecnologia estão fechando acordos com empresas de energia nuclear e apostando nos chamados Pequenos Reatores Modulares (SMRs) como alternativa viável para alimentar a próxima geração de infraestrutura digital.
O movimento guarda muitas semelhanças com o que ocorreu no início do século 20, quando empresas ocidentais disputaram concessões de exploração do petróleo antes mesmo de conhecer todo o potencial da matéria-prima. Naquele época, as sete irmãs eram: Standard Oil, Exxon Mobil, Gulf Oil, Texaco, Shell, Chevron e BP. Hoje, as sete magníficas da bolsa são as big techs Meta, Tesla, Amazon, Microsoft, Nvidia, Apple e Alphabet.
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Os datacenters de IA consomem muito mais energia do que os centros de dados tradicionais. A Administração de Informação Energética dos EUA (EIA) projeta aumento de 1% a 3% no consumo de eletricidade no país já no próximo ano, puxado principalmente por essa demanda.
Edney Souza, especialista em tecnologia e inovação, explicou ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC que boa parte dos investidores em fusão nuclear também são sócios das Big Techs. “Eles estão atentos a esse desenvolvimento em decorrência da quantidade de energia que será demandada por essas empresas no futuro”, afirma.
As fontes disponíveis hoje nos Estados Unidos para suprir essa demanda são, em grande parte, gás e carvão, que não são limpas. Para clientes europeus, mais atentos à agenda ambiental, isso reduz a atratividade. “Se a fonte que sobrou foi a energia nuclear, eles irão pela opção mais segura, que são os pequenos reatores”, diz Souza.
A energia nuclear disponível hoje no mercado é baseada na fissão nuclear, processo que quebra átomos para gerar energia, mas produz resíduos radioativos de longa duração. A fusão nuclear vai além e libera muito mais energia com menos resíduo radioativo, tornando o processo mais seguro.
A produção comercial da fusão ainda não foi iniciada. O processo só é possível hoje em grandes laboratórios e ambiente controlado, e os desafios incluem restrições de financiamento e riscos técnicos ainda não totalmente equacionados. Ainda assim, o capital privado já avança nessa direção.
Os SMRs têm capacidade de até 300 MW por unidade, cerca de um terço da capacidade de reatores nucleares convencionais. Por serem menores, custam menos para construir, podem ser instalados em locais remotos e têm prazos de construção mais curtos. Produzem eletricidade com baixa emissão de carbono.
Em janeiro, a Meta assinou acordo com as empresas Vistra, TerraPower e Oklo para viabilizar até 6,6 GW de energia limpa até 2035. Somente com a Oklo, o objetivo é desenvolver um campus de tecnologia nuclear de 1,2 GW em Ohio.
A Amazon optou por trabalhar com a X-energy, que auxiliará na produção dos equipamentos de SMRs e dará suporte a mais de cinco gigawatts de novos projetos nucleares.
A corrida pelos SMRs repete a lógica da disputa pelo petróleo no século passado. Quem chegar primeiro consolida o pioneirismo e garante poder sobre o setor por décadas.
Agora, o que está em jogo é quem irá atravessar primeiro a linha de chegada na produção dos reatores modulares, moldando os rumos da inteligência artificial e, possivelmente, o setor global de energia.
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