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Hortifruti perde até 30% da produção; solução pode vir das embalagens
Publicado 13/01/2026 • 12:07 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/01/2026 • 12:07 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação: Smurfit Westrock
Embalagens adequadas podem reduzir perdas de até 30% no hortifruti brasileiro e evitar prejuízos de até R$ 100 bilhões.
No caminho entre o campo e o consumidor, parte relevante da produção de frutas, legumes e verduras se perde. No Brasil, até 30% do hortifruti não chega ao destino final por falhas no pós-colheita, no armazenamento e no transporte. Diante do desafio, as embalagens são instrumentos valiosos para reduzir desperdícios, preservar a qualidade dos alimentos e aumentar a eficiência logística.
Apesar da força do agronegócio, que respondeu por 29,4% do PIB no primeiro trimestre de 2025, se contar toda a cadeia, segundo o Cepea/USP, o desperdício segue elevado na cadeia do hortifruti. Dados da Embrapa indicam que o segmento de FLV perde até 30% da produção no pós-colheita, principalmente por transporte e armazenamento inadequados.
Levantamentos do Pacto Contra a Fome estimam que o Brasil desperdiça cerca de 55,4 milhões de toneladas de alimentos por ano, o equivalente a aproximadamente 30% da produção nacional. Desse total, 10,8 milhões de toneladas se perdem justamente nas etapas em que as embalagens têm impacto direto sobre durabilidade e integridade.

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Estudos da FIA Business School e do IBEVAR apontam que cerca de 50% das perdas ocorrem durante o manuseio e o transporte, essas perdas podem gerar prejuízos entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões ao ano.
Nesses estágios, fatores como ventilação, resistência à umidade, empilhamento e proteção mecânica das embalagens determinam o nível de avarias ao longo da cadeia.
A adoção de soluções mais adequadas permite reduzir danos físicos aos produtos, otimizar o uso de espaço nos veículos e diminuir custos logísticos, além de mitigar impactos ambientais associados ao desperdício de alimentos.

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Empresas especializadas têm apostado em tecnologia e análise de dados para redesenhar embalagens voltadas ao hortifruti. A gigante global Smurfit Westrock (fusão da irlandesa Smurtift Kappa com a americana Westrock), por exemplo, atua no desenvolvimento de soluções que combinam desempenho estrutural, eficiência logística e menor impacto ambiental, a partir de testes e métricas aplicadas à cadeia de suprimentos.
Em um projeto com um produtor de melancias, a revisão das embalagens e da paletização permitiu aumentar a carga por contêiner em 5%. O volume transportado passou de 19,2 toneladas para 20,16 toneladas por viagem.
Ao longo de um ano, o ajuste resultou na redução do número de contêineres utilizados, economia aproximada de R$ 350 mil em frete e diminuição relevante das emissões de CO₂, ao evitar deslocamentos adicionais.

No hortifruti, onde o produto é perecível e as margens são sensíveis, o uso correto de embalagens deixa de ser um detalhe operacional e passa a ser um fator estratégico. Reduzir perdas, melhorar a logística e entregar alimentos em melhores condições impacta diretamente a rentabilidade e a competitividade do setor.
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