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Anfavea projeta recuo nas vendas e alerta para avanço de importados no setor de máquinas
Publicado 15/04/2026 • 13:06 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 15/04/2026 • 13:06 | Atualizado há 2 horas
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Anfavea projeta recuo nas vendas e alerta para avanço de importados no setor de máquinas
A Anfavea projeta um cenário desafiador para a indústria de máquinas agrícolas e rodoviárias em 2026, com previsões de recuo tanto no mercado interno quanto nas exportações. Segundo dados apresentados nesta quarta-feira (15), o setor enfrenta uma pressão sem precedentes de produtos importados, especialmente da China e da Índia, que atingiram volumes recordes no último ano.
O levantamento aponta que a combinação de juros elevados e instabilidade geopolítica global inibe os investimentos necessários para manter o momentum de crescimento.
Leia também: Juros futuros têm movimento misto após varejo fraco e pressão externa
Conforme os balanços recentes, as vendas internas de máquinas devem somar 82 mil unidades em 2026, o que representa uma retração de 5,6% em relação a 2025. Desse total, o segmento agrícola deve comercializar 46,7 mil máquinas, enquanto o rodoviário projeta entregar 35,3 mil unidades.
Atualmente, a balança comercial é o ponto de maior preocupação para os fabricantes nacionais. Em 2025, o ingresso de máquinas estrangeiras atingiu patamares históricos, com destaque para o crescimento de 85,7% nas importações vindas da China. Esse movimento reverteu o saldo comercial do setor, gerando um déficit que ameaça a produção local e o nível de empregos na indústria.
A atividade agropecuária, motor principal do setor, deve ser prejudicada pelos desdobramentos de conflitos internacionais, como as tensões entre Estados Unidos e Irã. Embora tais conflitos possam elevar o preço das commodities, o aumento nos custos de insumos essenciais, como fertilizantes e energia, supera os ganhos de receita dos produtores.
Margens de lucro dos produtores brasileiros estão pressionadas pelos preços baixos da soja e do milho. Além disso, o custo financeiro para aquisição de maquinário tornou-se um entrave significativo. Os programas de financiamento, como o Moderfrota, apresentam queda na safra atual, tornando o investimento inviável para muitos agricultores.
A competitividade brasileira enfrenta gargalos estruturais em escala de produção e custos de matéria-prima. Estudos indicam que produtos indianos e chineses chegam ao mercado com custos de produção até 27% inferiores aos nacionais. A diferença é impulsionada principalmente pelos preços mais baixos do aço e da mão de obra naqueles países.
Todavia, o setor rodoviário conseguiu manter certa estabilidade em 2025 graças à demanda da mineração, que ajudou a compensar a retração na construção civil. Para 2026, contudo, a projeção é de queda de 4,7% nas vendas de equipamentos como escavadeiras e retroescavadeiras. A entidade reforça que o apoio à produção nacional é urgente para evitar a perda de conhecimento estratégico e arrecadação.
As exportações de máquinas também devem sofrer uma retração acentuada de 11,2% em 2026, totalizando apenas 20,8 mil unidades. Esse recuo é influenciado pela desaceleração de mercados importantes, como a Argentina e os Estados Unidos. No primeiro trimestre de 2026, os embarques já mostram sinais de fraqueza, embora alguns destinos sul-americanos ainda mantenham volumes relevantes.
Dessa forma, a Anfavea aguarda medidas que possam mitigar o impacto dos juros e restaurar a competitividade frente aos importados. Sem uma mudança nas condições de financiamento e proteção à manufatura local, o setor corre o risco de ver sua participação no PIB industrial minguar nos próximos anos.
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