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CEO da Delta prevê lucro recorde impulsionado por viagens premium

Publicado 13/01/2026 • 11:57 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • A Delta Air Lines projetou um lucro ajustado para 2026 entre US$ 6,50 e US$ 7,50 por ação.
  • A companhia espera que a receita do primeiro trimestre cresça entre 5% e 7% em relação ao ano passado, com lucro por ação estimado entre US$ 0,50 e US$ 0,90, em linha com as previsões dos analistas.
  • A Delta é a primeira das companhias aéreas dos Estados Unidos a divulgar resultados trimestrais.
Avião da Delta Air Lines.

Avião da Delta Air Lines.

Unsplash.

O lucro da Delta Air Lines pode saltar mais de 20% este ano em relação a 2025, impulsionado pela forte demanda por viagens, especialmente no segmento de alto padrão, e potencialmente alcançar um recorde, disse o CEO Ed Bastian.

Na terça-feira, a Delta projetou lucro por ação ajustado entre US$ 6,50 e US$ 7,50 para 2026, em comparação com a estimativa de analistas de US$ 7,25 por ação.

A companhia, primeira companhia aérea a divulgar resultados trimestrais neste ano, prevê um aumento de até 7% nas vendas no primeiro trimestre de 2026 e lucro ajustado por ação entre US$ 0,50 e US$ 0,90 para o mesmo período, ante previsão de US$ 0,72 por ação feita por analistas consultados pela LSEG.

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Bastian afirmou que a Delta está no topo do “K” na chamada economia em formato de K, com mais receita vinda de clientes que gastam mais.

“Estamos analisando nosso crescimento de assentos para o próximo ano… Na prática, nenhum crescimento de assentos será na cabine principal; praticamente todo será no setor premium”, disse Bastian a jornalistas.

A receita com passagens da cabine principal caiu 7% no quarto trimestre em relação ao ano anterior, para US$ 5,62 bilhões, enquanto a receita com assentos premium, localizados na frente da aeronave, subiu 9%, atingindo quase US$ 5,7 bilhões, ultrapassando a cabine econômica padrão — antes mesmo da previsão da Delta de que isso ocorreria em 2026. No acumulado do ano, porém, a receita da cabine principal ainda era maior que a das classes premium.

As reservas estão fortes tanto entre clientes de lazer quanto entre viajantes corporativos nos primeiros dias do ano, afirmou a Delta. A companhia também iniciou 2025 com expectativas de um ano recorde, mas ajustou suas projeções após o presidente Donald Trump implementar tarifas no início do ano passado e o governo sofrer a mais longa paralisação da história, que terminou no final de novembro, afetando o tráfego aéreo e reduzindo reservas.

Bastian adotou um tom mais cauteloso neste ano, dizendo a jornalistas que “não vamos projetar nem nos comprometer com uma previsão de lucro recorde até entendermos as incertezas”.

“Creio que estamos bem cientes dos fatores de risco”, afirmou. “O ano passado, e acredito que este ano também… será mais sobre o ambiente geopolítico, seja internacional ou relacionado a políticas domésticas.”

Veja como a empresa se saiu no quarto trimestre em comparação com o esperado por Wall Street, segundo consenso da LSEG:

  • Lucro por ação: US$ 1,55 ajustado vs. US$ 1,53 esperado
  • Receita: US$ 14,61 bilhões ajustado vs. US$ 14,69 bilhões esperado

Mesmo com a previsão reduzida, a Delta registrou lucro de US$ 1,22 bilhão no quarto trimestre, ou US$ 1,86 por ação, aumento de quase 45% em relação ao ano anterior, com receita de US$ 16 bilhões, alta de 3% em relação a 2024. Ajustando itens excepcionais, o lucro foi de US$ 1,02 bilhão, ou US$ 1,55 por ação, ligeiramente acima das estimativas.

Bastian destacou que o crescimento do segmento premium supera o da cabine principal, mantendo uma tendência já existente.

A Delta também anunciou na terça-feira a compra de 30 Boeing 787-10 Dreamliners, os primeiros jatos de longo curso da fabricante americana, à medida que aumenta a demanda por aeronaves maiores.

A companhia fez do Airbus A350 seu principal avião de longo curso há quase uma década e, posteriormente, aumentou sua dependência do fabricante europeu ao aposentar seus Boeing 777 durante a pandemia. A Delta informou que as entregas dos novos jatos começarão em 2031, o que mostra como as companhias aéreas estão reservando slots de entrega para a próxima década.

A empresa ainda possui opções para adquirir mais 30 unidades do 787-10 da Boeing.

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