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FMI: novas habilidades e inteligência artificial estão mudando o mercado de trabalho
Publicado 14/01/2026 • 11:10 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 14/01/2026 • 11:10 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Uma placa anunciando as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional/Banco Mundial é vista do lado de fora da sede do FMI em Washington, DC, em 17 de abril de 2025. As Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) começam em 14 de abril, com o Banco empenhado em promover sua agenda para impulsionar a criação de empregos em economias de mercados emergentes e em desenvolvimento.
Jim Watson/AFP
As escolhas de políticas públicas determinarão se trabalhadores e empresas estarão adequadamente preparados para a revolução da inteligência artificial (IA) e as novas habilidades demandadas pelo mercado de trabalho. É o que mostra um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre novos empregos na era da IA, divulgado nesta quarta-feira (14), e que destaca como essas transformações podem incrementar os ganhos em produtividade.
De acordo com o relatório, a utilização de novas habilidades por parte dos trabalhadores será crucial para encontrar ou manter um emprego.
“Nossa análise mais recente revela a dimensão da demanda por novas competências: uma em cada 10 vagas anunciadas em economias avançadas e uma em cada 20 em economias de mercados emergentes já exige pelo menos uma nova habilidade”, diz o FMI. “Cargos profissionais, técnicos e gerenciais apresentam a maior demanda por novas habilidades, especialmente em TI”.
Assim, o documento afirma que os países devem adotar políticas para ajudar os trabalhadores a se adaptarem, adquirirem novas habilidades e permanecerem ativos no mercado de trabalho, além de ampliar sua mobilidade por meio de moradia acessível e arranjos de trabalho flexíveis.
Leia também: Presidente da SP Negócios destaca a inteligência artificial como realidade operacional no varejo
A análise do FMI baseia-se em uma combinação de fontes de dados internacionais, que vão desde países avançados a emergentes. Para o Brasil, o documento destaca que o país se encaixa ao lado de México e Suécia como nações com alta demanda por novas competências, mas oferta relativamente baixa.
“Esses países precisam investir em capacitação e garantir uma melhor formação em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Também podem precisar terceirizar atividades ou depender de trabalhadores estrangeiros com essas habilidades”, acrescenta.
O FMI ainda ressalta que, quando setores demandam, novas habilidades se expandem, podem gerar renda e efeitos de transbordamento que elevam o emprego e os salários.
“O sucesso dependerá de passos ousados tomados agora: investir em habilidades, apoiar os trabalhadores durante as transições de emprego e manter os mercados competitivos para que a inovação beneficie a todos”, pontua.
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