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Gigante do petróleo BP enfrenta revolta de acionistas por transparência climática em assembleia anual
Publicado 23/04/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 23/04/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A gigante britânica de energia BP enfrentou uma rebelião de acionistas em sua assembleia anual realizada nesta quinta-feira (23), após um confronto tenso com investidores sobre governança corporativa e transparência climática.
Enquanto a empresa retorna ao foco principal em petróleo e gás e se afasta das energias renováveis, a companhia não conseguiu aprovação majoritária em duas propostas aguardadas pelo mercado. As medidas permitiriam assembleias exclusivamente online e retirariam duas exigências específicas de divulgação climática. Cada resolução precisava de 75% dos votos favoráveis para ser aprovada.
Segundo resultados preliminares, 81,8% dos acionistas votaram pela eleição de Albert Manifold como chairman. A escolha ganhou destaque após o conselho impedir uma proposta apresentada pelo grupo ativista holandês Follow This.
Membros do conselho precisam de 50% dos votos para serem eleitos, e normalmente recebem apoio próximo de 100%.
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Alguns investidores ativistas afirmaram que até mesmo uma rejeição de 5% a Manifold, que ocupa a posição de chairman eleito desde setembro, já representaria uma forte reprimenda – especialmente após os históricos 24% de votos contrários ao chairman que está de saída, Helge Lund, no ano passado.
Antes da assembleia, realizada no centro operacional da empresa em Sunbury-on-Thames, no condado de Surrey, o conselho da BP bloqueou uma proposta protocolada pelo Follow This. O texto exigia que a companhia apresentasse planos para gerar valor aos acionistas em cenários futuros de queda na demanda por petróleo e gás.
A decisão controversa levantou preocupações entre investidores. Duas influentes consultorias de voto, Glass Lewis e ISS, além de uma das maiores gestoras de ativos da Europa, a Legal & General Investment Management, recomendaram que acionistas votassem contra a posição da BP.
Grandes investidores, como o megafundo soberano de petróleo da Noruega, o Norges Bank Investment Management (NBIM), apoiaram a administração da empresa, junto com outras propostas do conselho.
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A BP afirmou que, após aconselhamento jurídico, concluiu que a proposta do Follow This não era válida e que seria ineficaz mesmo se aprovada na assembleia.
“Todas as decisões do conselho relacionadas às resoluções desta assembleia foram tomadas de boa-fé, com o objetivo de construir uma BP mais valiosa para nossos acionistas”, afirmou Albert Manifold em comunicado.
Falando à CNBC durante a assembleia, o fundador do Follow This, Mark van Baal, classificou o resultado das votações como “extremamente constrangedor” para a BP.
Nick Mazan, líder de estratégia para petróleo e gás do grupo climático ACCR, afirmou que o resultado da assembleia foi “sem precedentes e mostra que os investidores estão cansados da falta de disciplina de capital da BP e de sua postura em relação aos direitos dos acionistas.”
“Essa demonstração coletiva de força coloca a nova liderança da BP sob pressão: a empresa precisa provar que o aumento planejado nos investimentos em exploração e produção pode gerar valor aos acionistas”, acrescentou Mazan.
A executiva Meg O’Neill, vinda da Woodside Energy, assumiu o comando como CEO no início do mês. As ações da empresa listada em Londres acumulam alta de mais de 33% no ano, superando a rival britânica Shell e as gigantes americanas Exxon Mobil e Chevron no mesmo período.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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