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Assessor de Trump propõe saída alternativa à limitação dos juros do cartão; entenda

Publicado 16/01/2026 • 18:48 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que grandes bancos dos EUA poderiam, de forma voluntária, ampliar a oferta de cartões de crédito para consumidores hoje sem acesso ao sistema financeiro.
  • A proposta surge como alternativa à ideia do presidente Donald Trump de impor um teto de 10% aos juros do cartão, medida que foi rejeitada por executivos do setor e representantes do lobby bancário.
  • Executivos alertaram que um limite obrigatório poderia levar ao fechamento de contas, enquanto o governo sinaliza que pode reduzir a aposta em mudanças regulatórias amplas para evitar impactos sobre consumo e economia.

Divulgação/Governo dos Estados Unidos

Casa Branca, sede do governo dos EUA

O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou nesta sexta-feira (16) que grandes bancos dos Estados Unidos poderiam oferecer, de forma voluntária, cartões de crédito a consumidores hoje sem acesso ao sistema financeiro. A proposta surge como alternativa à ideia do presidente Donald Trump de impor um teto aos juros do cartão de crédito.

Na semana passada, Trump defendeu que as instituições financeiras limitem as taxas de juros dos cartões em 10%, proposta que foi amplamente rejeitada por executivos do setor e seus representantes. Agora, Hassett, que dirige o Conselho Econômico Nacional, indicou que o governo avalia uma abordagem mais restrita e menos intervencionista.

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Segundo ele, os bancos poderiam direcionar a oferta a pessoas que não possuem acesso ao crédito, mas que têm renda e estabilidade suficientes para justificar uma linha de financiamento. “Eles poderiam oferecer voluntariamente para pessoas que não têm muita alavancagem financeira porque não têm acesso ao crédito, mas que têm renda e estabilidade suficientes para merecer esse acesso”, afirmou Hassett em entrevista à Fox Business.

O assessor acrescentou que a iniciativa não exigiria necessariamente uma nova legislação. “Nossa expectativa é que isso não precise de lei, porque surgirão novos ‘Trump Cards’, oferecidos voluntariamente pelos próprios bancos”, disse.

As declarações sugerem que o governo pode estar reduzindo a aposta em mudanças amplas no setor de cartões de crédito, que seriam politicamente mais difíceis de aprovar e poderiam afetar o consumo e a atividade econômica.

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Durante reuniões em vídeo nesta semana, executivos bancários afirmaram que, caso fossem obrigados a operar com juros limitados a 10%, a alternativa mais provável seria o fechamento de contas de clientes, em vez da ampliação da oferta de crédito.

Hassett afirmou ainda que o governo tem conversado com executivos de grandes bancos que consideram que o presidente “está no caminho certo” ao pressionar por maior acessibilidade ao crédito. Apesar disso, um grande emissor de cartões e um lobista que representa grandes bancos disseram à CNBC que ainda não houve qualquer discussão formal com o governo sobre o conceito do chamado “Trump Card”.

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