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Dirigente do Fed vê risco de alta da inflação nos EUA com conflito no Oriente Médio
Publicado 03/03/2026 • 17:43 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 03/03/2026 • 17:43 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Lucy Nicholson / Reuters
Presidente do Federal Reserve (Fed) de Nova York, John Williams
O presidente do Federal Reserve (Fed) de Nova York, John Williams, alertou nesta terça-feira (3) que o conflito no Oriente Médio pode ter reflexos diretos sobre a economia americana, principalmente por meio da alta do preço do petróleo, com impacto potencial na inflação dos Estados Unidos no curto prazo. A declaração foi feita durante evento em Washington.
Segundo Williams, os efeitos dependerão da duração das tensões geopolíticas. “Vamos ter que ver o quão persistente será, mas teria um efeito sobre a inflação em geral”, afirmou o dirigente, ao destacar que a energia costuma influenciar os índices de preços de forma relevante.
Apesar do alerta, o dirigente indicou que o cenário-base ainda contempla a continuidade da desaceleração inflacionária. De acordo com ele, se a inflação seguir a trajetória esperada de queda, poderão ser considerados novos cortes de juros para levar as taxas ao nível considerado “real” ou estável – isto é, sem estimular nem restringir a economia.
Leia também: Dólar fecha em alta de quase 2% com guerra no Oriente Médio e possível reabertura do Estreito de Ormuz
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Siga o Times | CNBCWilliams acrescentou que um ambiente de inflação baixa também poderia justificar juros abaixo da taxa neutra, dependendo das condições econômicas. Atualmente, ele avalia que a política monetária está bem calibrada e projeta condições econômicas estáveis ao longo de 2026.
O presidente do Fed de Nova York tem direito a voto nas decisões do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), órgão responsável por definir os rumos da política monetária dos Estados Unidos.
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