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Iraque adota medidas para proteger setor de petróleo e nega impacto de Ormuz nas refinarias
Publicado 03/03/2026 • 17:55 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 03/03/2026 • 17:55 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O Ministério do Petróleo do Iraque anunciou nesta terça-feira (3) que participou de uma reunião ampliada do governo para definir medidas destinadas a reduzir os efeitos do conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã sobre o setor energético do país. Em comunicado, a pasta reconheceu a expectativa de dificuldades nas exportações de petróleo bruto e derivados diante do fechamento do Estreito de Ormuz.
Segundo a nota, caberá ao ministério administrar a crise projetada nas vendas externas de energia. Como parte da resposta, o governo iraquiano aprovou a retomada de cotas de combustível para a indústria local por um período de dois meses úteis, ou até que sejam encontradas alternativas viáveis. Também foram anunciadas iniciativas de investimento do Banco Central para permitir que fábricas operem com gás liquefeito.
Leia também: Trump oferece escolta marítima a petroleiros no Estreito de Ormuz
No segmento de gás natural, o governo decidiu estender por um ano, até janeiro de 2027, os prazos de fechamento financeiro do projeto Bin Omar. A justificativa apresentada envolve atrasos na alocação de terras e a necessidade de garantir a segurança do procedimento.
O comunicado estabelece ainda que o Ministério do Petróleo ficará responsável por assegurar o fornecimento adequado de combustível às instituições governamentais, enquanto o Ministério das Finanças deverá quitar diretamente as dívidas relativas às quantidades fornecidas.
De acordo com a Reuters, a pasta negou que uma eventual redução na produção de petróleo bruto vá comprometer as operações nas refinarias. Mais cedo, veículos internacionais haviam informado, com base em fontes, que o Iraque poderia ser obrigado a cortar a produção devido à dificuldade de escoar estoques com o fechamento do Estreito de Ormuz.
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