CNBC

CNBCPrincipais analistas de Wall Street estão confiantes em três ações para o longo prazo; saiba quais são

Tecnologia & Inovação

YouTube libera monetização de temas sensíveis e muda jogo para criadores e anunciantes

Publicado 18/01/2026 • 12:15 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • YouTube flexibiliza suas regras de monetização e passa a permitir anúncios em vídeos sobre temas controversos, como suicídio, aborto e violência, desde que tratados de forma não gráfica.
  • A mudança responde à pressão de criadores, que reclamavam da perda de receita em conteúdos dramatizados, jornalísticos e de interesse público.
  • Temas como abuso infantil e transtornos alimentares seguem fora da monetização, mantendo limites para anunciantes e reguladores.
Tela de celular com logo do Youtube

T. Schneider / Shutterstock

O YouTube anunciou uma atualização em suas diretrizes de conteúdo “advertiser-friendly” que passa a permitir que mais vídeos sobre temas controversos recebam monetização completa, desde que sejam dramatizados ou discutidos de forma não gráfica.

Entre os temas agora elegíveis estão automutilação, aborto, suicídio, violência doméstica e abuso sexual. A plataforma ressalta, porém, que conteúdos sobre abuso infantil e transtornos alimentares continuam inelegíveis para monetização integral.

A mudança foi anunciada nesta semana em um vídeo no canal Creator Insider, voltado a criadores de conteúdo.

“Antes, o nível de detalhe gráfico ou descritivo não era considerado de forma relevante, mesmo em materiais dramatizados. Como resultado, esses vídeos recebiam o ícone amarelo e tinham a monetização limitada”, explicou o YouTube.

“Com esta atualização, nossas diretrizes ficam mais permissivas, e os criadores poderão gerar mais receita com anúncios.”

Leia também: Nova ferramenta de IA do YouTube alimenta Google com dados sensíveis de criadores

Youtube e a resposta às queixas dos criadores

A empresa, controlada pelo Google, afirmou que revisou as regras após feedback de criadores, que reclamavam da perda de receita em conteúdos dramatizados e jornalísticos sobre temas sensíveis.

“Percebemos que nossas diretrizes ficaram restritivas demais e acabaram desmonetizando conteúdos que os anunciantes, na prática, aceitam apoiar”, disse a companhia. “Desde que o vídeo evite cenas muito descritivas ou gráficas, os criadores poderão ganhar mais com anúncios, mesmo ao tratar de temas sensíveis.”

Segundo o YouTube, a nova política busca garantir que histórias importantes, relatos pessoais e produções dramatizadas não sejam penalizadas financeiramente apenas por abordarem temas delicados.

Leia também: X anuncia bloqueios ao Grok após pressão global por deepfakes sexuais

Afrouxamento da moderação

A mudança ocorre em meio a um movimento mais amplo de flexibilização da moderação de conteúdo na plataforma.

No ano passado, o YouTube orientou seus moderadores a manter no ar vídeos que possam violar regras, desde que sejam considerados de interesse público, incluindo discussões políticas, sociais e culturais, segundo reportagem do New York Times.

Essa guinada acontece no contexto em que grandes plataformas de tecnologia vêm reduzindo restrições, especialmente após o retorno de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos.

Leia também: Veja quem pode seguir a Austrália na proibição de redes sociais para menores de 16

Limites permanecem

Apesar da flexibilização, o YouTube reforçou que alguns temas continuam fora da monetização, como:

  • abuso infantil
  • tráfico sexual de crianças
  • transtornos alimentares

Conteúdos descritivos ou dramatizados sobre esses assuntos continuarão inelegíveis para anúncios.

(*com informações de TechCrunch)

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Tecnologia & Inovação

;